Posted Março 25, 2017 by Tribuna Paulínia in Colunas
 
 

Coluna Politicando: O HOSPITAL DO CAOS

O HOSPITAL DO CAOS
O Hospital Municipal de Paulínia estampou o noticiário da região com uma imagem nada boa. Falta até sabão, dizem os funcionários, que confirmam o caos. Mas, se fosse só sabão… o fato é que cirurgias estão sendo canceladas, médicos têm recebido com atraso e faltado aos plantões, faltam materiais básicos e outros como filmes para raio-x, além de água quente para o banho e alguns remédios, como soube por alguém que está internado e ficou esperando, infartado, por um medicamento pressão… é mole?

30 DIAS PARA RESOLVER
À imprensa da região, já que ignora a imprensa paulinense, a Administração informou que vai normalizar os serviços do Hospital em 30 dias… Então, eu questiono: quem não tem 30 dias faz o quê? Morre esperando? Sai de uma das cidades mais ricas do País para buscar atendimento em hospitais super lotados da região? Difícil acreditar. Até porque, se o problema foi herdado da gestão anterior, o que se fez nos últimos três meses para essa situação não chegar ao ponto que chegou?

SECRETÁRIO X PREFEITO
O que a gente tem de referência de George Burlandy, atual secretário de Saúde, é sua competência como médico renomado e sua tentativa de resolver com urgência os problemas. A questão é que se o prefeito não estabelecer prioridade para a Saúde, muito pouco o secretário pode fazer. A caneta fica na mão do Dixon e apesar de ter assinado contratações emergenciais milionárias nos últimos dias, ele não cogitou fazer o mesmo para o Hospital. E Saúde, a gente sabe, não tem como maquiar. Ou atende com qualidade ou põe vidas em risco… não há meio termo!

PREFEITO X HOSPITAL X CÂMARA
A gente sabe que os municípios da região estão passando por dificuldades. O prefeito Dixon Carvalho disse que Paulínia também está com problema financeiro, mas, aí, ao invés de investir na Saúde, ele aumentou o repasse para a Câmara Municipal em R$ 3 milhões, dinheiro que saiu da Secretaria de Habitação. Até agora estou tentando entender isso. Algumas coisas a gente pode aceitar, mas, não pode deixar de apontar o erro e reivindicar o que é direito do cidadão. Na Habitação, por exemplo, tem gente com mais de 30 anos em Paulínia sem casa, só para constar.

SAÚDE SEM REFORÇO
Para desiludir ainda mais, Paulínia tem um hospital de referência, com cinco unidades na região, o Samaritano, e seria simples, como já acontece em outras cidades, contratá-lo legalmente para suprir a demanda emergencial da saúde pública de Paulínia, mas, o prefeito parece não enxergar. Pior é saber que tem concurso público de médico caducando e nenhum reforço é convocado. Aposto que os R$ 3 milhões poderiam ajudar…

POR FALAR EM CÂMARA
Dois pedidos de cassação do prefeito Dixon foram protocolados na Câmara Municipal esta semana. Advogados denunciam a contratação emergencial milionária da merenda. Eu já falei sobre ela aqui e como alertei, estou acompanhando de perto para saber no que vai dar. A situação de Dixon é delicada, são quase R$ 14 milhões, valores que são três vezes mais caros dos que aos aplicados em cidades da região… bom, ao Legislativo cabe averiguar e nos dar as respostas que esperamos.

QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME
Começar o mandato com dois pedidos de cassação não é fácil. Mas, ao invés de julgar, vamos esperar que todo o processo seja justo. No fim das contas – que são bem altas -, quem não deve, não teme. Cabe agora ao Legislativo ver se esse contrato é realmente superfaturado, se houve mesmo favorecimento e se a empresa tem condições de fazer o trabalho, enfim, do lado de cá só nos cabe fiscalizar e estar atentos pra ver se os trâmites legais serão respeitados ou vão acabar em pizza…

NEM ENTROU E JÁ SAIU
O cineasta Rubens Ewald Filho não é mais o secretário de Cultura de Paulínia. Pra falar a verdade, ele nem entrou e já está fora. Até agora a gente tenta entender como foi que ele chegou ao primeiro escalão de Dixon e por qual motivo aceitou o cargo se não poderia estar presente. Sempre tive respeito por ele, que fez parte como consultor do Polo Cinematográfico na gestão Edson Moura, mas, dessa vez, nem uma nota o cineasta publicou…

OUTRAS BAIXAS
Além da saída de Rubens Ewald Filho, outros secretários de Dixon saíram em menos de dois meses: do Jurídico e do Financeiro. E todo mundo saiu sem nem dar satisfação. Não estou nem considerando se esses ex-secretários receberam salários ou não, mas, essa Administração de Dixon Carvalho fica cada vez mais estranha! É preciso ficar alerta, porque se ele não consegue manter a contratação de quem deveria ser seu primeiro escalão, será que consegue administrar uma cidade do nosso porte?

NOSSO PORTE
Paulínia é uma das cidades mais ricas do Brasil, tem alto índice de qualidade de vida, embora em queda, mas, não dá para entender como chegou a esse ponto e com perspectiva de cair ainda mais. É inadmissível ver que as prioridades não são prioridade para o governo e que o próprio governo não tem estabilidade nem organização para fazer as coisas que a cidade tem necessidade e dinheiro para fazer. Viver no caos não é coisa para Paulínia!

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