Posted setembro 5, 2017 by equipetribuna in Paulínia
 
 

Loira e Manoel Filhos da Fruta menosprezam suplentes

Vereadores sugeriram que suplentes deveriam esperar que este mandato acabe para tentar serem eleitos: “esperem três anos e meio e vá as urnas”

Assim como Zé Coco (PV), os vereadores desvalorizaram os suplentes e demais candidatos de suas coligações que tiveram votação menos expressiva nas Eleições de 2016

A 14ª Sessão Ordinária realizada na terça-feira, dia 29, foi palco mais uma vez de manifestações de ingratidão de vereadores em relação aos seus parceiros de partido e de coligação. Depois de José Carlos Coco da Silva, mais conhecido como “Zé Coco” (PV), na 13ª sessão criticar candidatos que obtiveram pouca expressividade de votos nas Eleições Municipais de 2016, na última sessão foi a vez dos parlamentares Antonio Miguel Ferrari, o “Loira” (PSDC) e Manuel Filhos da Fruta (PCdoB) agirem da mesma maneira.
Ainda antes da votação das três denúncias para a abertura de Comissões Processantes (CP’s), sendo que em uma delas, os representantes do PSDC e PCdoB na Câmara eram parte, tanto Loira como o “Filhos da Fruta” teriam ficado incomodados com a presença dos suplentes na plateia, já que se cogitava uma possível convocação deles na hora da votação envolvendo os vereadores.
Loira foi o primeiro a fazer o uso da palavra e declarou: “Em 2012, fui derrotado na urna e fiquei quatro anos sem pisar o pé nessa Câmara Municipal e hoje fico triste de ver pessoas aqui tentar tirar na mão grande [seu mandato]. Meus amigos, esperem três anos e meio e vá as urnas”, disse.
Já Manuel em seu discurso foi além e não poupou pesadas palavras contra os suplentes presentes. “Acho muito engraçado, todos os 15 aqui [vereadores eleitos] trabalhamos e fomos para a rua. Ralei pra caramba para estar aqui nessa cadeira para chegar alguém hoje e falar, olha, sai fora da cadeira que tem dono. Respeito vocês, mas está na hora de vocês pensarem o seguinte, espere três anos e meio e vão para a rua trabalhar igual eu fiz”, afirmou.
Ainda como forma de tentar ofender os presentes, o vereador disse também que os mesmos não passavam de lavadeiras, menosprezando assim a referida profissão. “Vão trabalhar, vão procurar o que fazer, vão lavar roupa lavadeiras”, conclui.

Sem quociente, não entrariam

Se os partidos dos dois vereadores tivessem concorrido nas Eleições de 2016 sozinhos, ou seja, sem integrarem uma coligação com outros partidos, nem Loira e em “Filhos da Fruta” seriam eleitos.
Loira alcançou 1.009 votos, sendo o segundo de seu partido PSDC, que sozinho, totalizou 4.309, número suficiente para eleger apenas um candidato do partido, no caso, o mais votado João Pinto Mota, com 1.104. Mas com a “Coligação PP/PSDC/PEN”, os votos dos outros candidatos menos votados (suplentes) foram somados aos de seu partido, fazendo com que o total saltasse para a marca de 7.705 e permitindo que ele também pudesse ter a chance de ocupar a cadeira.
No entanto, com Filhos da Fruta a situação seria bem pior sem os votos de suplentes e parceiros de coligação. Eleito pela Coligação PCdoB/DEM/PROS que somou 5.091, o mesmo alcançou apenas 690 votos, sendo o segundo mais votado da mesma, atrás de Marcelo D2 (PROS), votado por 753 eleitores e que na colocação geral foi o 21º. Sem o quociente, o representante do PCdoB não teria sido eleito já que teve menos votos do que muitos não eleitos como Gustavo Yatecola (PTdoB) com 906 votos, Luís da Farmácia (PP) 879 votos, José Soares (PRB) com 853 votos, entre outros.

Ingrato
Na sessão anterior, do último dia 15, “Zé Coco” já havia se manifestado da mesma forma com os demais candidatos que compuseram a Coligação de seu partido, e que indiretamente o ajudaram a ser reeleito para a Legislatura 2017-2020.

Eleito com 1.308 votos, Zé Coco não teria conseguido conquistar pela segunda vez uma cadeira no Legislativo paulinense se não tivesse contado com o quociente eleitoral alcançado pelo Partido Verde, legenda pela qual disputou as Eleições Municipais 2016.
Em uma fala durante a sessão, o vereador declarou, “sempre vai existir pessoas frustradas dentro da Câmara, na sessão, pessoas derrotadas na urna e que não teve respeito da população e não tem o que fazer, e vem aqui perturbar o vereador e quem está aqui na Câmara. Pessoas que não tiveram 10% dos votos que tive em duas eleições”.

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