Posted outubro 24, 2017 by equipetribuna in Paulínia
 
 

Médicos pedem revisão do teto constitucional

A comissão é formada pelos médicos João Carlos Alonso, Carlos Henrique, Rogério Pereira, Gustavo Yatecola, Hilton Mazzani e Antônio Cosmo

Medida possibilitaria cumprimento da jornada mínima de trabalho. Com a mudança, número de atendimentos tende a crescer

Na tarde de terça-feira, 17, uma comissão de médicos da rede municipal de Saúde, esteve na Câmara Municipal de Paulínia onde foi recebida por nove vereadores. Em pauta um tema: a necessidade de rever o atual salário do prefeito.
O motivo seria que, com o valor pago ao chefe do Executivo, muitos médicos não podem trabalhar 96 horas nas unidades de Saúde, carga horária mínima para a categoria.
Muitos hoje param de atuar quando atingem a marca de 75 horas, pois é neste número que o valor recebido pelos profissionais já se equipara ao salário do prefeito. Ou seja, os profissionais deixam de atuar em média 21 horas por mês, diminuindo o número de atendimentos. O mesmo problema se repete entre os dentistas municipais.
A comissão formada pelos médicos João Carlos Alonso, Carlos Henrique, Rogério Pereira, Gustavo Yatecola, Hilton Mazzani e Antônio Cosmo, pediu aos vereadores que junto a Administração revisem o teto salarial do prefeito, permitindo assim que eles possam trabalhar e serem pagos pelas 96 horas.
“Muitos médicos que chegam a rede de Saúde agora, acabam saindo depois de meses, pois passam em outros concursos onde os salários são melhores. O que acontece? A população não consegue criar um vínculo com o profissional, sem contar o tempo devido a burocracia para reposição do mesmo”, declarou em coro com a Comissão, que também alertou o risco de a população ficar desassistida em breve, devido ao êxodo de profissionais.
Com a mudança, número de atendimentos tende a crescer, possibilitando que a comunidade estabeleça uma relação de confiança com os médicos, tendo um tratamento mais humano e qualificado.

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