Posted outubro 30, 2017 by equipetribuna in Paulínia
 
 

Fila para ultrassom em Paulínia ultrapassa de 1800 pacientes

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que não há demanda reprimida de exames de ultrassonografia na rede municipal. Alegou que houve um erro de digitação na resposta

Demanda está se acumulando desde maio passado, mas prefeitura diz que exames são feitos nos dois aparelhos em funcionamento do HMP

A rede municipal de Saúde de Paulínia tem uma fila de espera de 1.863 exames de ultrassonografia. informação foi prestada pela Prefeitura a um requerimento aprovado na Câmara de Vereadores. A demanda reprimida é de cinco meses.
“A ultrassonografia é um método de diagnóstico eficaz e de utilidade para todos”, avaliou a vereadora Fábia Ramalho (PMN), que fez o requerimento aprovado em plenário. “É essencial para o diagnóstico de possíveis doenças, entre elas, o mioma e o câncer.”
Na fila, estão pacientes à espera de exames Doppler de Carótidas, Doppler Venoso, Doppler de Artérias Renais, Órgãos e Estruturas, Abdômen Total, Abdômen Superior, Punção Aspirativa, Articulações, Mamas, Vias Urinárias, Ginecológico e Transvaginal.
O período de demanda reprimida informado pela Prefeitura é de maio deste ano a 2 de outubro. Fábia Ramalho fez o pedido de informações após ser questionada pela população sobre a demora da realização de ultrassonografia na rede municipal de Paulínia.
Na resposta à vereadora, a Prefeitura garantiu que há dois equipamentos no Hospital Municipal de Paulínia – uma para uso da ginecologia e outro para demais exames. Os agendamentos ocorrem diariamente, mas não revelou quantos em média são marcados ou realizados por dia ou ao mês.
O governo municipal também esclareceu que possui contrato com o Núcleo Tecnológico de Estudo do Corpo Humano Ltda, de Piracicaba. Essa empresa mantém um aparelho de ultrassonografia dentro do Hospital Municipal e faz exames conforme a demanda.

Engano?
Às 20h10 desta quinta-feira, dia 26, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que não há demanda reprimida de exames de ultrassonografia na rede municipal. Alegou que houve um erro de digitação na resposta dada ao requerimento da vereadora Fábia Ramalho. “Vamos corrigir o erro apontado na resposta anterior”.
A Secretaria Municipal de Saúde garantiu que são realizadas duas mil ultrassonografias mensalmente para uma demanda diária de 150 exames. Reafirmou que há três aparelhos funcionando no Hospital Municipal – dois do Município e um da empresa de Piracicaba (a um custo que depende da demanda, mas que não foi revelado). Também negou que há equipamentos quebrados na rede.
Informou que não é necessário comprar mais aparelhos, mas, sim, aumentar a carga horária dos já existentes. “O que não é permitido pelo atual contrato”. A Prefeitura frisou que todos os exames de ultrassonografia com urgência e emergência são feitos na mesma hora e dia quando o atendimento é em pronto-socorro. “Quando é em UBS (Unidade Básica de Saúde), o paciente é encaminhado imediatamente ao Pronto-Socorro para sua realização.” (Paulínia 24 horas)

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