Posted novembro 6, 2017 by equipetribuna in Paulínia
 
 

Replan entra em situação de emergência e fumaça escura exala pelas chaminés

Com a pane, as válvulas controladoras, que são hidráulicas, não fecharam e todo o volume de gás e óleo pulverizados saiu na chaminé da caldeira e foi lançado na atmosfera em forma de uma nuvem escura e gigante

A Refinaria de Paulínia da Petrobras (Replan) sofreu na tarde de quarta-feira, 1°, uma parada operacional de emergência, a terceira registrada em menos de 30 dias, segundo o Sindicato dos Petroleiros.
Uma nuvem formada pela mistura de gasolina, GLP e óleo diesel vaporizados, com alto grau de explosividade, foi lançada pelas chaminés da refinaria. A nuvem escura se dissipava no ar há quase 30 minutos, quando a empresa tocou o alarme de evacuação das unidades.
Os trabalhadores, muitos deles assustados, se deslocaram para áreas de segurança da empresa, chamadas de ponto de encontro. A situação foi controlada duas horas e meia mais tarde. O pessoal do administrativo foi liberado para voltar aos seus postos, mas o operacional não pode voltar.
De acordo com o sindicato, o sucateamento e a redução do efetivo operacional transformaram a Replan em uma bomba relógio, na iminência de uma tragédia. ” Os dirigentes do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) foram impedidos de entrar na refinaria, mesmo após o fim da emergência, em mais uma conduta antissindical e suspeita da atual gerência”, anotou o sindicato.
Segundo informações, a direção do Sindicato levantou que a falta de ar comprimido, responsável pela operação de muitos equipamentos, ocasionou o descontrole da unidade de craqueamento (processo de quebra das cadeias de carbono do petróleo). O Sindicato investiga agora se esse problema foi causado pela interrupção de energia elétrica, que provocou duas paradas emergenciais na Replan, no mês de outubro.
A falta de ar comprimido gerou uma perda de referencial no craqueamento e causou um processo chamado reversão, que faz com que a carga do reator desça, ao invés de subir. As válvulas controladoras, que são hidráulicas, não fecharam e todo o volume de gás e óleo pulverizados saiu na chaminé da caldeira e foi lançado na atmosfera em forma de uma nuvem escura e gigante.
“Essa nuvem é muito perigosa e caso encontre uma fonte de ignição pode haver uma grande explosão”, afirmou o coordenador da Regional Campinas do Unificado, Gustavo Marsaioli.

. . .




equipetribuna