Posted novembro 29, 2017 by equipetribuna in Paulínia
 
 

Câmara engaveta mais duas denúncias contra Dixon

Câmara engaveta mais duas denúncias contra Dixon

Vereadores ignoram prerrogativa de fiscalizar e apurar infrações político-administrativas do prefeito, inerente à função de legislador

A Câmara de Paulínia engavetou mais duas denúncias contra o prefeito Dixon Carvalho (PP). Mesmo sabendo que o pepista é alvo de investigações do Ministério Público, a maioria dos vereadores votou contra as denúncias apresentadas na última sessão, 21. Em 11 meses de governo, Dixon já foi alvo de sete denúncias e todas foram rejeitadas pelo legislativo.

Os pedidos de Comissão Processante foram impetrados pelo sargento aposentado da Polícia Militar, Luiz Roberto de Lima, e pelo estudante, Jhonatan Willian Lozado de Oliveira. A representação de Jhonatan Lozado acusava Dixon de usar a máquina pública para se livrar de processos eleitorais de cassação de sua chapa desde sua eleição em 2016 até agora, e para direcionamento do contrato emergencial do lixo na cidade.

O requerimento de Lima pedia Comissão Processante para investigar supostas irregularidades na licitação do serviço de limpeza pública e coleta urbana em Paulínia, também alvo da operação “Purgamentum”.

As duas denúncias foram rejeitadas por sete votos a quatro, com as ausências dos vereadores Danilo Barros (PR), Edilsinho Rodrigues (PSDB) e Flávio Xavier (PSDC). Votaram a favor das investigações Fábia Ramalho (PMN), Fábio Valadão (PRTB), Kiko Meschiati (PRB) e Tiguila Paes (PPS).

Pelo menos três acusações rejeitadas pela Câmara estão sendo investigadas pelo Ministério Público: o suposto enriquecimento ilícito do prefeito e as supostas irregularidades nos contratos emergenciais do lixo e da merenda do município. A Justiça proibiu a Prefeitura de realizar novos pagamentos à empresa RC Nutry Alimentação, contratada emergencialmente pelo atual governo pelo valor de R$ 22 milhões RC Nutry.

Operação Purgamentum

O pedido de CP feito pelo policial militar aposentado para investigar supostas irregularidades na licitação do serviço de limpeza pública e coleta urbana em Paulínia, também é alvo da operação “Purgamentum”. A operação foi deflagrada no dia 9 de novembro em Paulínia e o prefeito, a primeira-dama, Tatiana Castro, e os secretários de Gabinete, Reginaldo Vieira, e de Obras, Valdir Terrazan foram ouvidos coercitivamente, na sede do Ministério Público, em Campinas. O vereador Zé Côco (PV) também foi levado para prestar depoimento.

A Polícia Federal apreendeu R$ 26 mil em espécie na casa do prefeito e outros R$ 191 mil, também em espécie, foram apreendidos, mas não foi divulgado o local onde o dinheiro estava guardado. O MP aguarda o desenrolar das investigações para dar andamento ao process

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