Posted dezembro 8, 2017 by Tribuna Paulínia in Paulínia
 
 

Vereadores da base aliada criticam ineficiência da empresa Filadélfia

Mesmo com contrato de R$ 46 milhões, cidade está suja e mal cuidada

Vereadores de Paulínia aproveitaram a 21ª Sessão Ordinária, realizada na terça-feira, 5, para criticarem o serviço de limpeza urbana realizado pelo consórcio “Paulínia Sempre Limpa”, formado pelas empresas Filadélfia Locação e Construções, Agreg Construção e Soluções Ambientais e Cidade Nova Obras e Serviços Urbanos, e cobrarem o prefeito Dixon Carvalho (PP) pelos maus serviços prestados à população. Até mesmo vereadores da base aliada do prefeito não pouparam a empresa.

O vereador Kiko Meschiati (PRB), que faz oposição ao governo, parabenizou os colegas por finalmente enxergarem o estado de calamidade em que a cidade se encontra.

Fábio Valadão (PRTB), que desde o início do governo pepista tem se mostrado fiel defensor de Dixon, deixou claro seu repúdio à Filadelfia. “A gente anda na cidade e vê que o mato vem tomando conta de várias partes. Deixo aqui meu pedido e apelo ao governo para que seja feita fiscalização necessária e para que seja realizada uma cobrança intransigente à empresa”, disse.

Já o vereador Edilsinho (PSDB), que também compõe a base aliada, foi enfático em dizer que a situação na qual Paulínia se encontra é vergonhosa. “É uma vergonha Paulínia estar de novo na mesa situação do início do ano, quando não havia contrato de lixo na cidade. Hoje, com contrato assinado, estamos vendo a cidade bem suja, mato alto e proliferação de bichos”, afirmou.

De acordo com dados apontados pelo vereador, a empresa Corpus, que antes era responsável pela limpeza urbana da cidade, mantinha 900 funcionários. Hoje, a Filadélfia conta com apenas 300. “A empresa que ganhou a licitação precisa trabalhar”, enfatizou.

Kiko elogia atitude de colegas

O vereador Kiko Meschiati elogiou a postura dos vereadores Fábio Valadão e Edilsinho e os parabenizou por finalmente reconhecerem que Paulínia está um caos. “E não é só na limpeza pública que a cidade vai mal. Quero que vocês me apontem um setor que esteja funcionando com qualidade”, questionou. E ainda emendou “parabéns por começarem a enxergar os problemas da cidade, a população quer isso de nós”, finalizou.

Contrato

Em outubro, o prefeito homologou a nova licitação para coleta do lixo e limpeza urbana da cidade, no valor total de R$ 46.882.452,48 (quarenta e seis milhões, oitocentos e oitenta e dois mil, quatrocentos e cinquenta e dois reais e quarenta e oito centavos).

No início do governo, a empresa havia sido contratada sem licitação, para um contrato emergencial de 90 dias, de maio a agosto deste ano. No entanto, como a administração pepista não conseguiu finalizar o regular processo licitatório do lixo, a empresa teve o contrato emergencial renovado por mais 90 (noventa) dias, de setembro a novembro, totalizando R$ 22.611.246,12 (vinte e dois milhões, seiscentos e onze mil, duzentos e quarenta e seis reais e doze centavos).

 

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