
Texto: Michele Carneiro
Fotos: Gidel Silva
Foram quase duas horas de negociação num clima de aflição e expectativa na Rua 3 do Parque dos Servidores. Na noite de terça-feira, dia 4, três homens invadiram uma casa por volta das 20h30 e só saíram às 22h33 com a libertação da última refém. De acordo com o proprietário da casa, o casal estava em casa com a filha de 19 anos quando os três homens apareceram na cozinha pedindo dinheiro e recolhendo objetos pessoais e eletroeletrônicos.
Um vizinho percebeu a movimentação e chamou a polícia. Com apoio da Força Tática da PM de Campinas, a corporação militar local e a Guarda Municipal cercaram a casa. Quando chegaram, a Polícia Militar foi recebida a tiros pelos homens que se encontravam na sacada do sobrado. Uma policial foi atingida no colete e teve ferimentos leves.
No início das negociações, os ladrões libertaram o dono da casa, que no local, acompanhou toda a movimentação da polícia. “Eles apareceram do nada, pedindo as coisas da casa. Devem ter pulado o muro. Minha sensação é de insegurança”, disse. Acompanhado por sua irmã, a vítima viu a filha ser libertada às 22h23. “Graças a Deus”, disse ele enquanto descia a rua para abraçar a garota. “Entraram três homens, mas só havia dois com a gente. Um deles sumiu depois da troca de tiros”, informou ela à polícia quando saiu.

As negociações continuaram. Do portão, a Força Tática garantiu aos assaltantes a presença da imprensa televisionada, de um advogado e de parentes. E dez minutos após a libertação da filha do casal, a dona da casa foi liberada e os dois homens que as mantinham reféns se entregaram. “Filha, minha filha, graças a Deus, graças a Deus”, dizia a mãe amparada por dois militares e abraçada ao marido enquanto subia a rua em direção á garota.

O terceiro homem não quis se entregar e foi capturado após a entrada da polícia na residência. Os três presos e encaminhados à cadeia de Hortolândia são de Paulínia e têm passagens pela Polícia. Leno Tiago Silva, de 19 anos, já foi preso por tráfico e era foragido do indulto da Páscoa. Ele saiu da prisão para passar o feriado com a família e não retornou. Já Francisco Alcântara, de 22 anos, conhecido como ‘Pitoco’, já foi preso por tráfico e Valdevino Ferreira Caldeira, de 35 anos, estava solto há sete meses após cumprir pena por estupro e morte de uma professora em Paulínia há cerca de quatro anos.







