Município abriga uma das maiores operações do setor no país e se destaca na transformação de resíduos em energia renovável
Paulínia está no centro do avanço da produção de biometano no Estado de São Paulo. Dados da Fundação Seade apontam que a região de Campinas responde por 47% da produção estadual do combustível renovável, índice impulsionado pela usina instalada no aterro sanitário do município, considerado o maior do Brasil.
A usina de biometano instalada em Paulínia iniciou suas operações neste ano e já produz cerca de 110 mil metros cúbicos de gás por dia. Quando atingir sua capacidade total, a produção poderá chegar a 220 mil metros cúbicos diários, ampliando ainda mais a participação da cidade no mercado de energia renovável.
O biometano é obtido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos. O combustível pode ser utilizado no abastecimento de veículos, na geração de energia elétrica e em processos industriais, sendo uma alternativa sustentável aos combustíveis tradicionais.
O aterro sanitário de Paulínia recebe aproximadamente 4,5 mil toneladas de resíduos por dia, provenientes de 28 municípios paulistas. Essa capacidade faz do município um importante polo para o aproveitamento energético dos resíduos urbanos.
Segundo representantes da operação, o grande volume de material destinado ao aterro e a crescente demanda por combustíveis renováveis contribuem para o protagonismo de Paulínia no setor.
Especialistas destacam que a expansão da produção de biometano fortalece a economia circular, reduz desperdícios e cria novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável. Além dos benefícios ambientais, o setor contribui para a geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento da matriz energética renovável.
Com a ampliação da capacidade produtiva da usina, Paulínia reforça sua posição estratégica no cenário energético paulista e nacional, consolidando-se como referência na transformação de resíduos em energia limpa e renovável.







