Costumamos pensar que estamos sempre ensinando as crianças: a falar, andar, respeitar regras. Mas e quando somos nós que deveríamos aprender com elas? A infância carrega uma sabedoria própria, muitas vezes silenciada pelos adultos. As crianças nos mostram que é possível viver o presente com intensidade, perguntar o que ninguém mais ousa, criar mundos inteiros com uma caixa de papelão.
Existe uma cultura da infância: feita de imaginação, afeto, espontaneidade e curiosidade. Quando valorizamos isso, não estamos apenas respeitando um direito — estamos nos aproximando de um modo mais humano de existir. No Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Paulínia Racing Bicicross, aprendemos diariamente com as crianças e adolescentes que nos ensinam a escutar com atenção, brincar com liberdade e sonhar com coragem.
Cultivar espaços onde a infância seja respeitada e escutada é um compromisso social. É entender que a criança não é só o “futuro”, mas o agora — com ideias, sentimentos e cultura próprios. Que saibamos não apenas protegê-las, mas também permitir que nos transformem com aquilo que têm de mais valioso: seu olhar sobre o mundo.
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André Luís de Oliveira
Pai da Giulia, Coordenador do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no Paulínia Racing e Conselheiro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
@profandreoliveira







