Início Paulínia Comparado à gestão de Dixon, Pivatto faz mais com menos recurso

Comparado à gestão de Dixon, Pivatto faz mais com menos recurso

Enquanto Cosmópolis avança com investimentos em áreas importantes, Paulínia está cada vez mais abandonada

Não é só a distância de cerca de 15 quilômetros que separa Paulínia de Cosmópolis. A arrecadação municipal desses municípios vizinhos tem uma diferença de 882,36%. Enquanto Paulínia conta com um orçamento de R$ 1,5 bilhão para 2018, a previsão orçamentária de Cosmópolis é de R$ 169.040.000,00. Ou seja, o que Cosmópolis arrecada em um ano, Paulínia arrecada em 40 dias.

Os números parecem gritantes, mas o que chama realmente a atenção é a atuação e o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos chefes do Executivo dessas cidades.

José Pivatto assumiu a cidade com crise financeira e, aos poucos, tem conseguido reergue-la

Em um ano e quatro meses de governo, o prefeito de Paulínia, Dixon Carvalho (PP), está atolado em processos, já se envolveu em diversos escândalos, incluindo contrato da merenda e limpeza pública, e ainda foi levado coercitivamente para depor na Polícia Federal.  Atualmente, Dixon está sendo investigado pela Câmara, através de uma Comissão Processante (CP), que poderá leva-lo à cassação.

Fora isso, pesquisas já mostraram que seu governo é o 2º pior da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A população tem se mostrado quase que diariamente insatisfeita com os rumos da cidade via redes sociais. O município está abandonado em todas as áreas, inclusive nas mais importantes, como Saúde e Educação.

Em contrapartida, Cosmópolis tem avançado. José Pivatto (PT) assumiu a cidade em meio a uma grave crise financeira deixada de herança pelo governo anterior. Mesmo com pouco dinheiro em caixa, mas com boa vontade, o prefeito foi buscar alternativas para tirar a cidade do “buraco”.

Locais públicos foram reformados para melhor aproveitamento da população

E é isso, literalmente, o que ele tem feito. Por meio do programa de recapeamento “Rua Nova”, Cosmópolis receberá mais de onze mil e quinhentos metros lineares (11,5 km) de vias ainda este ano.

O programa será financiado por verbas federais de emendas parlamentares e recursos municipais. Neste primeiro ano, o investimento total deve chegar a R$ 3,7 milhões.

“Além de melhorar a qualidade das vias do nosso munícipio, este programa vai propiciar uma melhoria na qualidade da operação “Tapa Buracos”, pois agora serão menos ruas para efetuar este serviço”, afirmou Pivatto.

Em 1 ano e 4 meses de gestão, Pivatto tem feito Cosmópolis avançar com investimentos importantes para a cidade

Investimentos:

O principal investimento feito por Pivatto desde o início de seu mandato foi a criação do Pronto Atendimento Municipal 24h (PAM), que em dez meses de funcionamento foi responsável por 65.936 atendimentos e 353 partos.

O PAM também encaminhou 174 cirurgias – entre gerais, ginecológicas e ortopédicas -, 258 diárias de internação em UTI, 25 Cateterismos, 7 Angioplastias, 32 Ressonâncias Magnéticas e 327 tomografias. Estes procedimentos foram realizados pelo Hospital Samaritano, por meio de um outro convênio assinado com a Prefeitura Municipal de Cosmópolis.

Outro grande investimento realizado foi o início das obras do Emissário Tronco e da Estação Elevatória que vão possibilitar colocar a Estação de Tratamento de Esgoto Municipal em funcionamento e assim tratar 100% do esgoto doméstico urbano de Cosmópolis. A obra foi licitada em R$ 1.400.404,22, sendo R$ 245 mil de verbas municipais.

A passagem da Avenida Paulo Leivas Macalão sobre o Córrego do Barreiro Amarelo foi construída, resolvendo o antigo problema de enchentes no Parque Dona Esther.

No último ano foram utilizadas mais de 1.850 (mil oitocentas e cinquenta) toneladas de massa asfáltica para recuperar as ruas da cidade. Para efeito de comparação, com este volume de material é possível tampar aproximadamente 253.714 (duzentos e cinquenta e três mil setecentos e quatorze) buracos com a dimensão de 50 cm x 50 cm de largura e 7 cm de profundidade.

O sistema de vigilância do município por câmeras, que até então existia só no papel, foi implantado. As câmeras começaram a gravar no segundo semestre. Um drone também foi adquirido para o planejamento e uso durante as ações da Guarda Municipal.

Educação

Na educação, ajustes de gestão melhoraram a qualidade da merenda escolar baixando o valor do custo e melhorando a qualidade. Em 2017, a Secretaria Municipal de Educação serviu 2.310.400 (dois milhões trezentas e dez mil e quatrocentas) refeições na merenda escolar, porém o custo foi de aproximadamente 60% do investido em 2016.

Desde fevereiro, os cosmopolenses têm uma opção de universidade pública gratuita na cidade. O polo da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP) no município oferece inicialmente 100 vagas para os cursos de Engenharia de Produção e Pedagogia.

Para viabilizar mais esta conquista, o município investiu mais de R$ 150 mil em mobiliário e adequações para obter laudo dos bombeiros e assim viabilizar o polo no prédio da EMEB Estudante Ximena Coelho Pereira. Mais de R$ 170 mil ao ano será o investimento para manter o polo funcionando.

Foram criadas 151 vagas para crianças nas creches de Cosmópolis. O aumento foi possível graças a construção de duas salas de aula na EMEB Honorina R. B. Peretti, para atendimento da Fase I e II do Ensino Infantil e da abertura de duas novas salas de maternal 2: uma na EMEB Vilma Nolandi e outra na EMEB Alairce Ciane de Angelo.

Com isso a EMEB Tutu Balloni passou a atender somente crianças de 0 a 3 anos. A expansão também permitiu encerrar os contratos de aluguel das casas que funcionavam como anexos do EMEB “Guilhermina Kowalesky” e da EMEB “Doraci Rodrigues”, gerando uma economia de R$ 42.120,00 ao ano.

Outra conquista importante foi o pagamento de R$ 17.239.238,87 da dívida herdada da administração passada, que totalizava R$ 168.652.518,46. Este valor é a soma das dívidas com INSS, FGTS, Precatórios, Salários do Funcionalismo, Cartão Alimentação e Fornecedores.

Dixon está envolvido em vários escândalos e pode ser cassado pela Câmara ou pelo TRE

Dixon investe mais de R$ 7 milhões em convênio de Saúde, mas atendimento à população só piora

Apesar de gastar R$ 7.436.976,26 (sete milhões, quatrocentos e trinta e seis mil, novecentos e setenta e seis reais e vinte e seis centavos) anuais com o convênio do Cismetro (Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas-Norte), o serviço prestado à população continua insatisfatório.

A falta de médicos e outros profissionais da área ainda são uma das principais reclamações dos usuários da saúde pública municipal, que ficam horas à espera de atendimento no Hospital Municipal de Paulínia (HMP) e na rede básica (UBS’s), dias e meses por consultas ou exames, simples ou complexos.

Este ano, somente de janeiro até o dia de hoje (19), a despesa já atingiu R$ 6.629.647,39 (seis milhões, seiscentos e vinte e nove mil, seiscentos e quarenta e sete reais e trinta e nove centavos), quase o valor gasto o ano passado inteiro, ou o equivalente a pouco mais de três meses e meio de salário de todos os servidores administrativos da saúde municipal.

De acordo com a nota de empenho, os valores são referentes ao “pagamento de profissionais que prestam serviço”, através do convênio, “no Hospital Municipal/Pronto Socorro, Rede de Atenção Básica, Rede Especializada e prestação de serviços na área de oftalmologia (Hospital da Visão)”. No entanto, o documento não informa a quantidade de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem terceirizados do Cismetro.