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Conselho RMC aprova R$ 2,2 milhões para projeto de água e combate à dengue

Fundo vai destinar R$ 1,4 milhão para combater a dengue e R$ 800 mil para questões hídricas
Fundo vai destinar R$ 1,4 milhão para combater a dengue e R$ 800 mil para questões hídricas

O Conselho de Desenvolvimento Metropolitano iniciou o ano focando em questões primordiais para o Estado, que tem afetado a população das 20 cidades que, junto com Paulínia, envolvem a Região Metropolitana de Campinas: dengue e recursos hídricos.

Preocupado em contribuir com os municípios para o combate do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença, o Conselho destinará R$ 1,4 milhão do Fundocamp (Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas) para aquisição de veículo com equipamento de som, nebulizador e material gráfico para ações educativas.

De acordo com a diretora executiva da Agemcamp, Ester Viana, a intenção é planejar ações regionais para evitar uma nova epidemia na região. “A Agemcamp e o Conselho priorizam o combate, somando esforços com os municípios e a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), da Secretaria de Estado da Saúde, que já realizam trabalhos preventivos”.

A sustentabilidade hídrica da RMC, que tem sido preocupação constante dos prefeitos, também foi destaque. O Conselho aprovou investimento de R$ 880 mil do Fundocamp para firmar convênio com a com a Fundag (Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola) para que profissionais da entidade façam levantamento de dados e informações referentes às nascentes de todos os municípios da Região durante dois anos e, posteriormente, elaborem um projeto regional de recuperação e preservação dos mananciais.

A destinação de recursos é a continuidade da primeira ação da Agemcamp nesta área, que foi o curso para profissionais municipais ligados ao Meio Ambiente. A entidade – Fundag – oferece suporte aos agricultores, pesquisadores, professores e profissionais ligados às áreas agrícola, de meio ambiente e de recursos hídricos.

Ainda focados na área de meio ambiente, os prefeitos assumiram o compromisso de apoiar o inventário de Emissões Antrópicas Diretas e Indiretas de Gases de Efeito Estufa (GEE) e Poluentes da Região Metropolitana de Campinas, que está sendo elaborado pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria Municipal do Verde e de Desenvolvimento Sustentável. O protocolo tem como objetivo estabelecer um direcionamento das políticas públicas em relação ao assunto e elaborar um plano regional.

Atlas Escolar da RMC

Durante a reunião, os membros do Conselho assistiram apresentação feita pela chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa – Campinas, Cristina Criscuolo, referente ao projeto ‘GeoAtlas’, que culminou com a elaboração do livro ‘Atlas Escolar da RMC’, coordenado pela Embrapa Monitoramento por Satélite com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O livro teve também colaboração de dados da Agemcamp, por meio do Observatório Metropolitano.

O projeto contribui para disseminar a importância das atividades agropecuárias na sociedade dentro das escolas da Região de Campinas, com dados populacionais, das áreas de Saúde, Educação, Saneamento Básico, Agropecuária, entre vasta gama de informações.

De acordo com Cristina Criscuolo, a intenção da apresentação é solicitar ao Conselho apoio para que os resultados e conhecimentos gerados pelas análises na agropecuária sejam difundidos por toda a Região.

Participação ativa

Nesta primeira reunião do ano estiveram representados 17 municípios, sendo 13 prefeitos e quatro representantes, e também o subsecretário de Estado de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita – recepcionados pelo Diretor Geral da Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo), José Paulo Martini. A reunião do Conselho de Desenvolvimento foi realizada no auditório da Universidade, localizada no município de Engenheiro Coelho. O anfitrião, prefeito de Engenheiro Coelho, Pedro Franco, reafirmou em seu discurso sua intenção de fortalecer as ações integradas na Região Metropolitana de Campinas.