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Contas de Dixon são reprovadas e Kiko é o mais cotado para assumir a presidência da Câmara

 A juíza apontou que o valor investido pelo então candidato à sua própria campanha era superior ao seu patrimônio declarado Kiko Meschiatti foi eleito o vereador mais votado e poderá se tornar o presidente da Câmara para o próximo biênio

A juíza apontou que o valor investido pelo então candidato à sua própria campanha era superior ao seu patrimônio declarado.
Kiko Meschiatti foi eleito o vereador mais votado e poderá se tornar o presidente da Câmara para o próximo biênio.

Decisão foi publicada na tarde desta quinta-feira (15). Juíza apontou inconsistências no relatório e injeção de recursos injustificados

O prefeito eleito de Paulínia, Dixon Ronan Carvalho (PP), teve as contas de campanha rejeitadas. A juíza da 323ª Zona Eleitoral da cidade, Marta Brandão Pistelli, aceitou o parecer do Ministério Público e apontou inconsistência reportada em relatório técnico e a injustificada injeção de recursos do próprio candidato na campanha.

A juíza apontou que o valor investido pelo então candidato à sua própria campanha, no valor de R$ 681.500,00, era superior ao seu patrimônio declarado, que corresponde a R$ 591.519,34, ou seja, valor insuficiente para fazer frente à doação.
Intimado a prestar esclarecimento sobre a diferença entre os valores, os advogados de Carvalho alegaram que o dinheiro foi adquirido através da venda de um imóvel.
Conforme o parecer do MP, foi pedido a documentação comprovando a venda do imóvel durante a campanha eleitoral pelo valor de R$ 1 milhão. O imóvel foi alienado para seu pai em 23 de setembro de 2016 e Dixon relatou ter juntado um contrato de compra e venda particular, além de declaração de Imposto de Renda em que consta o imóvel como sendo de sua propriedade.
O problema é que em análise da matrícula da gleba, foi verificado que não houve individualização da matrícula do lote do candidato e, desta forma, o bem não estava em seu nome. Por essa razão, não pode ser transferido formalmente por contrato de compra e venda, nem por contrato particular para seu pai. Tanto o Ministério Público quanto a magistrada entenderam que, sendo assim, a origem do dinheiro que financiou a candidatura não ficou esclarecida.
A juíza observou ainda que a cessão de direitos sobre o imóvel foi descrita na data de 23 de setembro e que o valor acordado (R$ 1 milhão) não foi pago à vista. Os documentos apresentados pelo candidato indicaram uma transferência no valor de R$ 85 mil em 27 de setembro e uma segunda em 3 de outubro, no valor de R$ 250 mil. Todas as demais transferências ocorreram em datas posteriores.

Recurso
Em nota, a assessoria de Dixon Carvalho disse que a decisão da juíza cabe recurso e não impede que o prefeito eleito seja diplomado.
“Primeiramente é preciso ressaltar que a sentença não compromete a diplomação, nem a posse do prefeito eleito. Iremos recorrer da decisão, com a plena certeza de que conseguiremos reverter a sentença, uma vez que os próprios auditores do Tribunal de Contas apontaram a plena legalidade das contas apresentadas”, diz a nota.
Kiko na presidência da Câmara

O empresário Roberto Aparecido Meschiatti, o Kiko (PRB) poderá se tornar o presidente da Câmara para o próximo biênio. O vereador, que exercerá seu primeiro mandato, obteve o maior número de votos na eleição de outubro passado, 1724, e deve seguir a tradição de chefiar o legislativo paulinense.
Ocupando o cargo de presidente, Kiko ainda fica propenso a ocupar, inclusive, o Executivo de Paulínia caso a Justiça não defira o recurso apresentado pelo prefeito eleito, Dixon Carvalho, que teve suas contas rejeitadas. Ele ficaria no cargo de prefeito até que a Justiça eleitoral convocasse novas eleições na cidade.