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Cooperlínia expande negócios até a capital

No terreno deverão ser construídos dois galpões de 700 m² cada. Atualmente a unidade funciona numa estrutura total de 750 m²
No terreno deverão ser construídos dois galpões de 700 m² cada. Atualmente a unidade funciona numa estrutura total de 750 m²

Expectativa é dobrar as atividades em Paulínia e abrir uma filial em São Paulo nos próximos meses

A Cooperlínia Ambiental do Brasil começou 2015 de olho na expansão dos negócios que compreende a mudança para um barracão com o dobro do tamanho, em Paulínia, e a abertura de uma unidade na capital paulista.

Durante a semana passada o presidente da Cooperlínia, José Carlos Silva, esteve reunido com lideranças de catadores em São Paulo para mais uma discussão sobre o projeto desenvolvido na maior cidade do Brasil. A meta é reunir catadores que trabalharão como agentes de negócios em boxes próprios, administrados pelos próprios trabalhadores. A expectativa é começar com 20 ou 30 até junho de 2015, no espaço na região da Mooca. “Estamos apresentando o projeto e nos organizando para montar equipes com os catadores que deverão coletar e segregar em torno de 20 toneladas de resíduos por mês cada profissional, no regime de cooperativa”, explica José Carlos que se reuniu com um dos articuladores em São Paulo, Bispo Catador, reconhecido militante da reciclagem.

Em Paulínia, sede da cooperativa, as obras de terraplanagem estão a todo vapor no terreno localizado em frente a atual unidade de triagem, que funciona dentro do centro de gerenciamento de resíduos da Estre Ambiental. As obras iniciais devem durar duas semanas. No terreno deverão ser construídos dois galpões de 700 m² cada. Atualmente a unidade funciona numa estrutura total de 750 m². “Estamos nos preparando para dobrar nossa estrutura e consequentemente a quantidade de resíduos recicláveis. Em breve teremos um novo equipamento que irá agregar e multiplicar os resultados”, garante o presidente da cooperativa, se referindo ao processo de aquisição de uma máquina semi mecanizada para auxiliar na segregação dos resíduos.
A Cooperlínia Ambiental do Brasil, fundada em 2002, em Paulínia hoje conta com 35 sócios e funcionários que segregam cerca de 200 toneladas por mês. Os resíduos recebidos são da coleta seletiva do município, que compreende 15% do território paulinense, e de empresas parceiras de Paulínia e região.
Atualmente o gargalo das atividades da cooperativa é a má qualidade dos resíduos que chegam à unidade, devido a contaminação com resíduos orgânicos, que são não descartados adequadamente. Por isso, a Cooperlínia realiza o trabalho de gravimetria, que consiste na avaliação de amostras de resíduos coletados de diferentes áreas da cidade. Há poucas semanas foi iniciado um processo de otimização da coleta através de acordo com a Corpus, empresa responsável pela coleta. A empresa iniciou um trabalho de educação ambiental com informações sobre o descarte adequado em panfletos e carros de som nos bairros de Paulínia. Hoje cerca de 45% dos resíduos domésticos é rejeitado devido a contaminação. Até dois anos atrás esse número girava em torno dos aceitáveis 15%.