Início Política Em Cosmópolis, Baccarin responde à Eugenio Silva sobre trabalho voluntário na saúde

Em Cosmópolis, Baccarin responde à Eugenio Silva sobre trabalho voluntário na saúde

“Se o vereador está preocupado em prestar serviços médicos à população de Cosmópolis, não deveria ter se afastado”, disse Baccarin

Vereador divulgou um vídeo afirmando que desistiu de trabalhar voluntariamente por falta de apoio da Prefeitura. Secretário rebateu as críticas e esclareceu os fatos

Na semana passada, dois vídeos que circularam pelas redes sociais de Cosmópolis foram alvo de polêmica na cidade. O primeiro, do médico e vereador Eugenio Silva (PP), afirmando que tinha interesse em trabalhar voluntariamente na nova unidade de urgência e emergência da cidade, mas que não havia recebido resposta da prefeitura e por isso, anunciava sua desistência. No outro, prezando pela transparência do governo, o vice-prefeito e secretário Municipal de Saúde de Cosmópolis, Silvio Luiz Baccarin, esclarece que o pedido do vereador causou estranheza, já que Eugenio Silva oficializou um pedido afastamento de suas funções como médico da família concursado.
No vídeo, o vereador diz que a intenção era de trabalhar das 18h às 22h horas uma vez por semana, totalizando quatro horas semanais, durante um ano. “Meu pedido foi formalizado através de um ofício encaminhado ao vice-prefeito e secretário Municipal de Saúde de Cosmópolis, Silvio Luiz Baccarin, mas até a presente data, não obtive resposta”, disse. Eugenio ainda afirmou que por conta disso, havia desistido de ser voluntário e que sua decisão era irrevogável.
Em resposta ao vereador, Baccarin explicou a real situação. Também em vídeo, ele disse que o vereador é médico da família concursado pela prefeitura de Cosmópolis para trabalhar por oito horas diárias, totalizando 40 horas semanais, mas que no dia 30 de maio, solicitou afastamento das atividades como médico até 31 de dezembro de 2020, data em que termina seu mandato como vereador.
“Nos causou estranheza que após abdicar de seu compromisso no qual foi aprovado no concurso público, de trabalhar 40 horas semanais, o vereador solicitasse trabalhar apenas 4 horas semanais na unidade de urgência e emergência, sendo que é de seu conhecimento a existência de um convênio com uma entidade hospitalar que faz a gestão dos serviços e não permite a indicação de funcionários, voluntários ou não, por parte da prefeitura”, disse.
O secretário ainda ressaltou que “por nosso entendimento, se o vereador está preocupado em prestar serviços médicos à população de Cosmópolis, não deveria ter se afastado e agora se propor a trabalhar em uma unidade apenas 4 horas por semana, mas sim reassumir o cargo de médico de família cumprindo a carga horária para o qual foi contratado”.
Sobre atuar voluntariamente, Baccarin sugeriu que “se o vereador não quiser prestar as 40 horas semanais, que entendemos ser ideal para o atendimento da população, ele pode, sem solicitar a autorização da prefeitura, atender gratuitamente em seu consultório ou em outro local que achar adequado”, finalizou.