Início Paulínia Empresa de Paulínia é autuada por fabricação irregular de fertilizantes

Empresa de Paulínia é autuada por fabricação irregular de fertilizantes

O material era produzido a partir de resíduos industriais com alta concentração de metais pesados, como o chumbo e cromo que são tóxicos e podem causar danos à saúde se ingeridos
O material era produzido a partir de resíduos industriais com alta concentração de metais pesados, como o chumbo e cromo que são tóxicos e podem causar danos à saúde se ingeridos

Material era produzido a partir de altas concentrações de chumbo e cromo. Operação da PF cumpriu mandados também em Arujá e na Capital

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão em uma empresa em Paulínia na sexta-feira (17) como parte da “Operação Terra Fértil”, que tem como objetivo combater a fabricação irregular de fertilizantes em São Paulo. Outros três mandados foram cumpridos em fábricas localizadas nas cidades de Arujá (SP) e na Capital.
O material era produzido a partir de resíduos industriais com alta concentração de metais pesados, como o chumbo e cromo que são tóxicos e podem causar danos à saúde se ingeridos. Para se tornarem próprios para esse tipo de uso, os resíduos industriais deveriam ser descontaminados, o que não acontecia. Além disso, a fiscalização verificou que nem mesmo a concentração necessária de nutrientes para que o material fosse usado como fertilizante era respeitada pelas empresas.
Para dificultar a ações de controle, as empresas investigadas apresentavam notas fiscais de compra da matéria-prima vindas de empresas-laranja. O inquérito policial teve início depois que a PF recebeu informações do Ministério da Agricultura sobre diversas irregularidades constatadas em uma das fábricas, com suspeitas de crime ambiental e sonegação fiscal.
Os responsáveis pelas empresas serão indiciados e deverão responder por crime ambiental – produção de substância tóxica nociva ao meio-ambiente e à saúde humana, além de sonegação fiscal e associação criminosa. A operação contou com a participação de técnicos do Ministério da Agricultura, que ofereceram apoio nos processos de fiscalização. (G1)