Unidade será construída em Campinas e terá 400 leitos; governo destaca impacto regional e reforça sinergia entre hospitais
O Governo do Estado de São Paulo apresentou nesta quarta-feira (23) ao Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) o projeto técnico do Hospital Metropolitano, que será construído no Parque Itália, em Campinas. A estrutura contará com 400 leitos e está inserida em uma área estratégica que permitirá a integração com outras unidades de saúde da região, como o Hospital Mário Gatti, o Hospital de Amor e o AME (Ambulatório Médico de Especialidades).
Durante a reunião, conduzida pelo prefeito de Campinas e presidente do Conselho da RMC, Dário Saadi, foi reforçada a importância do novo hospital para reduzir filas de especialidades e ampliar a resolutividade na média e alta complexidade em toda a região. “Esse hospital vai enfrentar um dos principais gargalos da saúde regional, que é a espera por atendimentos especializados”, afirmou Saadi. A previsão é de que a licitação da obra seja lançada até o fim deste ano, com prazo estimado de 24 meses para execução.
A secretária executiva de Saúde do Estado, Priscilla Reinisch Perdicaris, apresentou aos prefeitos e representantes da RMC a divisão técnica dos leitos e serviços previstos. A unidade será construída em um terreno de 20 mil m², cedido pela Prefeitura de Campinas, atualmente utilizado pelo Departamento de Transportes Interno (Deti).
Estrutura detalhada
O hospital contará com 150 leitos de clínica médica adulta, incluindo leitos para obesos e saúde mental; 100 leitos de clínica cirúrgica com centro cirúrgico de oito salas para procedimentos complexos; 60 leitos de UTI (incluindo pediátrica e para obesos); Hospital Dia com 18 leitos adultos e salas de procedimento; ambulatório com 18 consultórios médicos, além de áreas para reabilitação.
Também haverá serviços especializados como radioterapia (com dois aceleradores lineares), quimioterapia (com 20 poltronas e quatro leitos), análises clínicas, diagnóstico por imagem e pronto atendimento em oncologia e demais patologias, com alas específicas para pacientes críticos, isolamento e observação.
A regulação de vagas será feita por meio do sistema estadual Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), com o objetivo de agilizar o encaminhamento dos pacientes de todos os municípios da RMC.
Expansão da Saúde Digital
Na mesma reunião, o prefeito Dário Saadi também destacou o avanço da Saúde Digital na região. Por meio do Consórcio Conectar, presidido por ele, foram contratadas 906 mil horas de atendimento médico por oito empresas especializadas, o que permitirá aos municípios da RMC ampliarem a oferta de consultas remotas com clínicos e especialistas de mais de 30 áreas. Estima-se que até 3,6 milhões de teleconsultas possam ser realizadas.







