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Falta de água já atinge cerca de 2 milhões de pessoas no interior de São Paulo

Ao menos 14 cidades do estado já fazem racionamento

O estado de São Paulo enfrenta a maior seca dos últimos 91 anos. Cerca de 2 milhões de habitantes já enfrentam o problema causado pela falta de chuvas e vivem sob racionamento de água em suas cidades.
Em São José do Rio Preto o racionamento começou em maio. Sem chuvas há praticamente 180 dias, cerca de 100 mil pessoas na cidade ficam sem água das 13h às 20h
Em Bauru, a falta de chuva agravou um problema que já é crônico. A queda acentuada no nível da lagoa de captação do rio Batalha obrigou a prefeitura a adotar um rodízio que deixa parte da população sem água por 48 horas, embora haja relatos de desabastecimento por até três dias.
Em Itu, as altas temperaturas elevaram o consumo em 50% e, sem previsão de chuvas, desde julho o município enfrenta um rodízio rígido: as torneiras têm água por 24 horas mas ficam secas pelos dois dias seguintes
Em Valinhos, o nível das barragens é crítico desde agosto, o que levou a autarquia municipal a suspender a captação nas barragens Moinho Velho, Figueiras e João Antunes. “Temos que fazer com que os 61,3% do que temos disponível de água consigam atender os moradores da cidade toda” afirmou o chef do Daev, Ivair Nunes.
Desde a semana passada, Santa Cruz das Palmeiras vive um racionamento por tempo indeterminado. Todos os dias, das 7h às 17h, o fornecimento é cortado. A limpeza interna das casas com água de reúso só é permitida às quintas-feiras, enquanto quem for flagrado lavando calçadas e carros pode pagar multa de R$ 1.200
O prefeito de Mirandópolis, Everton Sodario (PSL), afirmou que as duas represas que servem a região, a de São Lourenço e Santa Helena, “secaram 100%”. O jeito é fornecer água dia sim —sempre por quatro horas no período noturno—, dia não. “Fizemos uma operação de emergência, ativando poços artesianos particulares, injetando água na nossa rede”, conta. “Acionamos a represa dia sim, dia não e pedimos autorização para perfurar três poços artesianos”.
A cidade de Atibaia enfrenta a situação menos preocupante. A prefeitura suspendeu o rodízio no começo da semana depois de dois dias sem água, em 25 e 26 de setembro
Três fenômenos explicam a falta de chuvas no estado de São Paulo
Aquecimento global, provocado pela queima de combustíveis fósseis;
Desmatamento da Amazônia, que reduz os “rios voadores”, que se formam no Norte e precipitam no Sul e Sudeste;
Fenômeno La Niña, que torna mais secos o verão e outono em São Paulo

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