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Fecomercio prevê aumento de vendas no varejo e aponta as 5 novas tendências para o setor

Em Paulínia, a Avenida José Paulino concentra maior número de comerciantes

A “virada no varejo” em 2017 no Brasil depende de coragem para adaptar-se à nova realidade do consumidor, que passou a adotar novos comportamentos na hora do consumo

O cenário econômico brasileiro negativo de 2016 intensificou o nível de exigência do consumidor, que passou a adotar novos comportamentos de consumo. Mesmo assim, a Fecomercio SP (Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) projeta para 2017 um crescimento de 2% no varejo.

A previsão de retomada do setor é lenta devido a uma perda projetada em R$ 10,5 bilhões, decorrente do grande número de feriados nacionais que emendam com finais de semana. Para o coordenador do MBA em Gestão do Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo (UP), Leandro Krug Batista, este é o ano da “virada do varejo”. “O aumento do índice de confiança do consumidor, a inflação baixa e a queda nos juros pode ser a combinação perfeita para uma reação imediata” – comenta Leandro. Para isso o setor precisa se adaptar rapidamente às mudanças e pensar em novas estratégias para atrair e engajar o público e lutar para manter as portas abertas em 2017. “O principal efeito da crise é no comportamento do consumidor, que fica mais seletivo. Por isso, é preciso ajudar o cliente a comprar o melhor e da melhor forma”, explica.
As principais tendências para o varejo mundial em 2017 foram apresentadas na NRF Retail’s Big Show 2017, maior evento mundial do varejo, realizado de 15 a 17 de janeiro, em Nova Iorque. Segundo Batista, algumas das tendências apresentadas na feira já estão sendo aplicadas no mercado nacional e devem se intensificar entre as redes que querem se destacar na cabeça e no coração do consumidor. São elas:

 

  1. Omnichannel – Percebe-se que o varejo tradicional feito da loja física continua forte e continuará por muito tempo, mas a presença online, faz cada vez mais parte do processo de consumo dos consumidores. Por isso, a integração de canais online e off-line é inevitável e a estratégia omnichannel já dá os primeiros sinais aplicados no Brasil. O grande desafio, segundo Batista, não é a tecnologia, que está cada vez mais acessível, mas a mentalidade estratégica das organizações brasileiras, que ainda oferece resistência interna às mudanças.

 

  1. Experiência – A geração Y é a da experiência. Os jovens nascidos entre 1980 e 2000 valorizam mais a experiência e felicidade do que a posse de produtos. No Brasil, cerca de 30% da população é composta por esta faixa etária. Por isso, fica evidente que o varejo não pode mais entregar apenas produtos. As empresas que fizerem apenas isso serão facilmente descartadas. A loja deve estar preocupada com toda a experiência de compra do cliente e essa experiência deve ter uma forte conexão emocional.

 

  1. Tribos em vez de Segmentos – As tribos não podem ser ignoradas no processo de consumo, muito pelo contrário: lojas que conseguem atrair tribos específicas conseguem uma maior lealdade. “Não é mais possível classificar clientes apenas pela idade, renda e gênero” – comenta Leandro.

 

  1. Tecnologia e big data – Wi-Fi, Bluetooth, QR Code e câmeras usadas para captação de vídeo em aplicações de segurança, mapeamento de tráfego e reconhecimento facial são algumas das tecnologias que vieram para ficar. Resta aos varejistas saber utilizar esses dados de forma inteligente e não invasiva.

 

  1. Transparência e agilidade – As empresas estão sendo avaliadas o tempo todo – e em tempo real – na internet. Vídeos, fotos, e relatos são compartilhados e ganham um alcance nunca antes imaginado, capaz de destruir qualquer marca e dessa forma, o varejo terá que ser cada vez mais transparente. A agilidade nas respostas às reclamações e denúncias é capaz de desmentir boatos e esclarecer os fatos junto ao público antes que a informação se espalhe e fique fora de controle. É importante também se colocar no lugar do cliente e responder sempre com humildade. Arrogância não combina com lealdade.