Início Paulínia Funcionários da Replan entram em greve contra redução de postos de trabalho

Funcionários da Replan entram em greve contra redução de postos de trabalho

Em Paulínia, na REPLAN, – o relatório da empresa aponta redução de 54 operadores (45 + os 20% de sobre-efetivo)

Petroleiros da refinaria da Petrobras, em Paulínia, entraram em greve de 48 horas a partir da madrugada de sexta-feira, dia 23. Segundo os trabalhadores da Replan, a paralisação é um protesto contra o corte do efetivo mínimo nas áreas operacionais.

A Petrobrás está fazendo uma série de reuniões com os seus trabalhadores de turno para informar sua nova política de efetivo. A empresa pretende reduzir o efetivo mínimo de pessoal. Com isso, haverá menos pessoas operando as unidades, o que obviamente significa a perda de dezenas de postos de trabalho e aumenta a insegurança no trabalho.
Nas diversas unidades espalhadas pelo Brasil as gerências da Petrobrás já começam a implantar a determinação da empresa. Algumas unidades importantes da área de refino já anunciaram a redução: Refinaria Abreu Lima (RNEST – PE); Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP-RS), Refinaria de Paulínia (Replan – SP) e Refinaria Duque de Caxias (REDUC-RJ).
Em Paulínia, na REPLAN, – o relatório da empresa aponta redução de 54 operadores (45 + os 20% de sobre-efetivo). A direção do sindicato já tomou várias medidas, como aprovação de greve de 48h em caso de redução de efetivo e uso do direito de recusa coletivo para trabalhar com número abaixo do mínimo atual.
De acordo com o Sindipetro, a greve desta sexta-feira (23) foi aprovada em assembleias realizadas entre os dias 4 e 18 de abril. A Petrobras informou, por meio de nota, que não comenta mobilizações dos trabalhadores.

REDUC já dispensa
De uma forma geral, a Petrobrás objetiva dispensar 30% do efetivo do número mínimo para operação de sua produção nas refinarias, como já acontece na Refinaria Duque de Caxias, a REDUC, localizada na Baixada Fluminense, Grande Rio de Janeiro.
“Aqui na REDUC a empresa está reduzindo 23 postos de trabalho por turno, o que dá um total de 115 operadores a menos por turno. Isso vai gerar uma insegurança na operação no trato das plantas industriais. As unidades operacionais ficaram desguarnecidas de pessoal para realização de manobras e procedimentos. Ações que garantem a segurança da refinaria” – disse Marcello Bernardo, técnico de operação da REDUC.
Com aprovação da terceirização como atividade fim, sancionada pelo Governo Federal no dia 31 de março (coincidência?), o governo Temer já coloca em prática, em estatais estratégicas como a Petrobrás, a nova regulamentação que precariza ainda mais as condições de trabalho dos petroleiros que atuam na área de refino da empresa.