Início Empresarial Honda Sumaré passa a usar energia eólica na produção

Honda Sumaré passa a usar energia eólica na produção

O parque eólico instalado tem capacidade para abastecer a fábrica de Sumaré; o excedente será vendido no mercado
O parque eólico instalado tem capacidade para abastecer a fábrica de Sumaré; o excedente será vendido no mercado

A Honda Energy do Brasil, subsidiária da Honda Automóveis do Brasil, inaugurou nesta quarta-feira (26), em Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul, o primeiro parque eólico da multinacional japonesa no mundo. O empreendimento também é pioneiro entre as empresas do setor automobilístico. O parque tem capacidade de gerar 95 mil megawatts (MW) de energia por ano. O volume vai suprir a demanda do insumo na fábrica da montadora em Sumaré, que consome anualmente 70 mil MW. O investimento foi de R$ 100 milhões.

A iniciativa vai reduzir entre 40% a 45% o gasto da Honda com energia elétrica. Hoje, a multinacional tem contrato de fornecimento com a CPFL Energia. Com o parque, a Honda Energy, que opera como uma geradora, assinou um contrato de venda de energia com a Honda Automóveis e será agora a fornecedora de eletricidade para a unidade que fica na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Excedente
O excedente gerado no Rio Grande do Sul será comercializado no mercado. A energia gerada em Xangri-Lá entra no Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio da subestação Atlântida 2 da Eletrosul Centrais Elétricas S/A, que é geradora e transmissora de energia do Rio Grande do Sul. A Honda Energy oferta ao sistema a energia do parque eólico e tem o direito de abastecer a unidade da montadora de automóveis em Sumaré.
“A fábrica de Sumaré tem capacidade de produção de 120 mil unidades de veículos por ano. A operação vai funcionar com o volume gerado no Sul vai para o sistema e a Honda capta eletricidade das linhas do sistema que atendem a região da unidade que fica no Estado de São Paulo. A Honda Energy tem um contrato de fornecimento com a Honda Automóveis. Vamos pagar pelo uso da rede de transmissão na entrada aqui em Xangri-Lá e também na distribuição em Sumaré”, explicou o presidente da Honda Energy do Brasil, Carlos Eigi Miyakuchi.

Energia limpa
De acordo com o presidente da Honda Energy, a mudança da plataforma de geração de energia consumida na fábrica de Sumaré vai diminuir em 30% a emissão de gás carbônico. “Também teremos um declínio de 40% a 45% no custo financeiro de energia. Mas esse não é o fator mais importante. A nossa preocupação é diminuir a emissão de gás carbônico. A empresa vai deixar de emitir 2,2 mil toneladas de CO2 por ano, que representa 30% do total emitido pela fábrica de automóveis, apontou.