Início Paulínia Kiko e Tiguila denunciam ao MP possível favorecimento no emergencial da Saúde

Kiko e Tiguila denunciam ao MP possível favorecimento no emergencial da Saúde

O contrato emergencial com a Única custará aos cofres públicos mais de R$ 4 milhões de reais por um período de seis meses

Munícipe já sabia que empresa Única seria a vencedora do pregão 30 dias antes do resultado. Ministério Público vai investigar se houve direcionamento no contrato para serviços de limpeza no HMP e nas UBSs de Paulínia.

Os vereadores Kiko Meschiati (PRB) e Tiguila Paes (PPS) entraram com uma Representação no Ministério Público denunciando um possível direcionamento no contrato emergencial entre a Única Serviços de Limpeza Ltda e a Prefeitura de Paulínia. Desde o dia 16 de maio, a empresa é a nova responsável pelos serviços de limpeza e higienização do Hospital Municipal e das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
A suspeita já tinha sido anunciada por Kiko durante a última sessão da Câmara, realizada na terça-feira (6). “A cada dia que passa, a gente vai ficando mais surpreso e acha que não vai acontecer nada. Aí, estou na minha casa, chega um munícipe da nossa cidade e me diz o seguinte: Kiko, eu sabia que a Única iria ganhar a licitação. Registrei no Cartório de Campinas avisando que a Única ia ser a vencedora 30 dias antes dela ganhar”, contou Kiko mostrando o documento que lhe foi entregue.
Esse documento, registrado no 1º Oficial de Registro Títulos e Documentos de Campinas no dia 19 de abril, foi a base para o pedido de investigação. O autor é o advogado Arthur Augusto Campos Freire.
No documento protocolado no MP, os autores revelam que por questões políticas, a empresa Única seria a vencedora do Pregão Presencial 02/2017, suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Quando da abertura do referido pregão, nos bastidores, já era de conhecimento que o mesmo estava direcionado para a empresa Única – Limpeza e Serviços Ltda. Tanto que, o cidadão Arthur Augusto Campos Freire, nos termos da declaração anexa, noticiou que o mencionado certamente estava direcionado em favor daquela pessoa jurídica (a Única)”, diz a Representação.
Eles disseram também que a contratação emergencial teria sido “engendrada no Gabinete do Prefeito”, segundo eles, com o claro objetivo de favorecer a Única, “por motivos, certamente, inconfessáveis”.  Não há prazo para o Ministério Público admitir ou não a representação dos vereadores.
O contrato emergencial com a Única custará aos cofres públicos mais de R$ 4 milhões de reais (R$ 4.675.465,08) e terá duração de seis meses ou até que outra empresa seja contratada através de licitação.
Única responde
O advogado da Única, Fernando Damha Filho, disse ao site Correio Paulinense que “Acerca dos fatos, em primeiro plano, pouco ou nada poderíamos dizer, pois a empresa não teve ciência dos termos desta Representação”, afirmou ele. Segundo Damha Filho, a Única atua no mercado há mais de 40 anos, atende algumas prefeituras, autarquias e empresas privadas, inclusive multinacionais, o que demonstra que a empresa não foi fundada “ontem” para atender interesses escusos.