Início Paulínia Levantamento do HMP aponta redução no tempo de internação

Levantamento do HMP aponta redução no tempo de internação

8O HMP (Hospital Municipal de Paulínia) conseguiu reduzir pela metade o tempo de internação de pacientes no pronto-socorro da unidade nos últimos cinco meses. Com isso, foram abertas mais vagas na unidade, aumentando a capacidade de atendimento. Por dia, são atendidas, em média, 479 pessoas no pronto-socorro do hospital municipal.

O resultado foi alcançado graças ao trabalho do NIR (Núcleo Interno de Regulação), criado em março deste ano pelos profissionais da saúde de Paulínia para melhor atendimento. De acordo com dados do grupo, com o controle do fluxo de pacientes no setor, o período médio de estadia no pronto-socorro passou de nove dias para entre quatro e cinco dias.

“Como o próprio nome diz, pronto-socorro é para garantir o primeiro atendimento. Depois disso, ou o paciente recebe alta ou é encaminhado para a unidade especializada”, disse a enfermeira Samantha Rodrigues, uma das responsáveis pelo NIR.

De acordo com ela, a intenção é reduzir o tempo de permanência no pronto-socorro para menos de 24 horas. “Ou o paciente vai para a internação ou recebe alta”, afirmou.

A redução no tempo de permanência ganhará força com as obras de reforma e ampliação do HMP. O número de leitos vai dobrar: de 110 para 224. Segundo a empresa responsável pelas obras, 75% das intervenções no prédio já foram concluídas.

 

Estudo

Para fazer o controle do fluxo de pacientes no pronto-socorro, toda a equipe do HMP –médicos, enfermeiros, administradores, assistentes sociais, etc. –se reúnem às segundas-feiras. Nos encontros, o caso clínico de cada paciente é minuciosamente discutido. São avaliados desde novos tratamentos até a transferência para unidades avançadas.

Esse método foi criado por empresas japonesas e adotado neste ano pelo HMP. É uma ferramenta de gestão que agiliza e confere maior eficiência ao trabalho numa unidade de complexidade.

O NIR, inclusive, despertou a atenção dos profissionais do HES (Hospital Estadual de Sumaré), administrado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Eles participarão dos próximos encontros para implantar o núcleo no HES.