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Mãe, a dádiva de viver desafios com alegria

Textos: Michele Carneiro, Leka Ferraro e Eliane Franco
Fotos: Henri Meray
  

Nove mulheres de Paulínia falam sobre os dilemas e felicidade de gerar a vida  

O Dia das Mães é sempre uma data especial. Marcado para todo segundo domingo do mês de maio, 2010 ficou com a responsabilidade de dar mais vida e cor ao seu dia 9, este domingo. Segunda data mais comemorada no Brasil, atrás somente do Natal, o Dia das Mães é sinônimo de amor, família, lembranças, uma dose de sofrimento, mas muita, muita alegria.
As afirmações desse primeiro parágrafo têm como fundamento a entrevista de oito mães e uma mulher prestes a dar à luz, entrevistadas pela reportagem do Jornal Tribuna nesta missão especial de retratar o Dia das Mães em Paulínia. O trabalho traz a mãe de primeira viagem, Nathália Marangoni Pavan, de 23 anos – nove meses de gravidez – e as experientes participantes do projeto Grupo de Mães do Programa da Terceira Idade da Secretaria de Promoção e Desenvolvimento Social da Prefeitura de Paulínia.
Com conhecimento de causa, Irene Rodrigues de Souza, 75 anos; Maria Alves de Souza Coqueiro, 61 anos; Maria Rosa de Jesus Ferreira, 80 anos; Maria Cleusa Mariano, 60 anos; Maria Isabel Nadaleti, 59 anos; Onória do Nascimento Ricardo, 65 anos; Maria José Pinto, 67 anos e Natalina Ysayama, 63 anos, explicam e dão sentido ao ditado ‘Ser mãe é padecer no paraíso’.  

Dona Irene se define: “Sou uma lutadora”  

Com um filho vivo e dois netos que moram no Rio de Janeiro, ela encontra nas ‘filhas postiças’ do Grupo de Mães para continuar lutando  

Quando solicitada para deixar uma mensagem para as mães no final de entrevista, Irene Rodrigues de Souza, 75, moradora do bairro Monte Alegre I, dá uma lição de vida. “Ser mãe é lutar pelos filhos, ir pra frente, não desistir. A gente tem de lutar até o dia que Deus quiser. De tudo que passei, estou lutando até hoje, ao lado do meu filho, dos meus netos e das minhas filhas postiças. Sou uma lutadora e sei que Deus abençoa todas as mães, mesmo com todo o sufoco que ela passa. Com amor e carinho a gente enfrenta tudo”, disse.  

Dona Irene perdeu três filhos ainda criança pelo acometimento de uma doença hereditária, primeiro uma menina de 10 anos, depois um menino com 11 e a outra filha quando chegou aos 12 anos, além de ter sofrido um aborto. Dessa união com seu primeiro marido e dos quatro filhos que teve vivos, apenas Paulo César nunca apresentou os sintomas da cirrose hepática.  

“Engravidei pela primeira vez aos 19 anos. Sou de João Pessoa, da Paraíba, mas meus filhos nasceram no Rio de Janeiro. O Paulo Cesar é sargento da Marinha e mora lá com a esposa e meus dois netos, o André e o Marcos Vinícius. Eles me ligam sempre e vêm pra cá umas duas vezes por ano, sempre que dá, e aqui eu tenho as minhas ‘filhas postiças’, que são as meninas que tomam conta do Grupo de Mães e todas me chamam de mãe. Elas vão em casa fazer companhia, eu cozinho ou a gente sai pra comer e isso é a minha alegria”, conta.  

Dona Irene veio para Paulínia convidada por uma sobrinha. Trabalhou na Replan e viúva casou-se de novo. Há cerca de dez anos, ficou viúva de novo e desistiu de participar das atividades que já desenvolvia no Projeto da Terceira Idade, naquela época do Caco (Centro de Ação Comunitária). “Eu não quis voltar pro Rio de Janeiro depois do que passei lá com meus filhos. Aqui em Paulínia voltei a trabalhar e fiz amizades que me ajudaram a sair da depressão. Mas quando meu segundo marido faleceu, não queria saber de mais nada. Então, um dia as meninas do grupo desceram de uma Kombi em frente de casa e me arrastaram de volta. Depois disso, nunca mais fico sozinha”, disse.  

Das alegrias de ser mãe, dona Irene, uma apaixonada por orquídeas, destaca a sensação de cuidar deles ainda bebê. “Ah, é uma delícia. Eu ficava com os meus no colo o tempo todo. Meu marido dizia que eu dava muita manha pra eles, mas eu amava. Claro que amava quando cresciam também e meu amor sempre foi o mesmo, mas quando eles são bebezinhos é a coisa mais gostosa do mundo. Lembro de cada um deles e de como revivi isso quando meus netos nasceram. Parecia que estava com meus filhos no colo de novo. O complicado é quando eles crescem e ficam teimosos. Aí, o mais difícil é educar. Ser mãe traz muitas responsabilidades, mas é maravilhoso”, define.  

Mãe de oito filhos, Maria Coqueiro não aconselha mais que ‘um casal’
Aos 61 anos, Maria Alves de Souza Coqueiro, 61 anos, agradece a Deus diariamente pela grande família criada ao lado do falecido marido Manuel José Coqueiro. Ela mora no Parque da Represa e apenas a filha mais velha não mora em Paulínia, está em Itu. Em sua entrevista, além de lembrar os nomes dos oito filhos por ordem de nascimento – Fátima, Sueli, Roseli, Marli, Nilsete, Marinalva, Gilvane e Gilberto -, no meio de suas histórias contabilizava os nomes e idades de cada um dos 12 netos e dos dois bisnetos.
Os oito filhos garantiram a dona Maria Coqueiro uma vida agitada e apesar de feliz, com os filhos encaminhados, como ela diz, não recomenda mais que um casal por família atualmente. “No meu tempo era diferente. A gente morava em sítio e fazendas, a escola ficava do lado de casa e o sustento vinha dali mesmo. Hoje em dia há muita influência da moda, das marcas e da televisão. Fica difícil criar tantos filhos, por isso hoje em dia não dá pra ter mais de dois”, diz ela que fugiu de casa antes de completar os 15 anos para se casar. “E ainda tive que esperar até completar 16 para me casar”, brinca.
A primeira filha veio quando dona Maria Coqueiro tinha 18 anos. “Os médicos se espantam com a minha idade, tantos filhos e de um pai só. Eles pedem desculpa, mas eu levo na brincadeira. Eu sei que hoje em dia é diferente. Mas, pra mim, o que importa mesmo é que meus filhos são a maior riqueza que Deus me deu”, explica.
Desde que está em Paulínia, há 16 anos, ela só conseguiu juntar a família toda para um almoço de Dia das Mães uma vez, há cerca de seis anos. “Meus filhos estão sempre comigo, mas nem sempre dá para reunir todo mundo no Dia das Mães. Mas, aquele almoço com todo mundo junto é o melhor presente que uma mãe pode ganhar. Pra mim, o que vale é a presença e o abraço gostoso de cada um deles, dos meus netos e dos meus genros, que às vezes, tem mais ciúmes de mim do que minhas filhas”, diverte-se.
Com os netos, dona Maria Coqueiro diz reviver a emoção de ser mãe. “Meus netos são tudo pra mim. Parece que quando a gente vira vó, fica boba. Eu não sei explicar, mas quando a gente vê os netos, vira mãe pela segunda vez. Eles convivem muito comigo e quando toca uma musiquinha, eu tiro eles pra dançar. Com os filhos a gente tem a responsabilidade criar, mas com os netos é só diversão”.
Assim como outras mães entrevistadas, dona Maria Coqueiro gosta de lembrar dos filhos bebês. “É a melhor fase de ser mãe. Você mima, dá banho, alimenta e coloca ele em algum lugar e ele só sai dali se você tirar. Quando crescem, é só preocupação. Se saem, a gente não dorme, fica pensando no que ta acontecendo. É como diz o ditado: Uma mãe é para cem filhos e um filho não é por uma mãe. Mas, eu agradeço muito a Deus por meus filhos nunca terem me dado trabalho e terem me dado uma família tão feliz”, comenta.
Participante do Grupo de Mães da Terceira Idade, dona Maria Coqueiro voltou a estudar e agradece o apoio da família. “Ser mãe me dá força para viver, eles me dão a maior força, por isso o Dia das Mães é todo dia. Nós somos umas sofredoras. A gente sofre por tudo, mas cuidar dos filhos vale muito à pena. Quando a gente os vê bem, fica bem também. Por isso, meu recado para as mães é que cuidem dos seus filhos, apóie e faça de tudo para não deixá-lo sozinho. A gente tem de mostrar o caminho certo para eles, até o fim”, arremata.
O amor de três Marias  

   

Maria Rosa de Jesus Ferreira, Maria Cleusa Mariano e Maria Isabel Nadaleti

Maria mãe de Jesus é uma referência de amor, dedicação, fé e esperança, por isso não é difícil comparar o seu nome com mães que possuem os mesmos sentimentos.  

Encontramos nas histórias de Maria Cleusa, Maria Isabel e Maria Rosa, a demonstração de mães dedicadas, amorosas e que com muita fé conseguiram superar as dificuldades que a vida impôs.  

A vitalidade e disposição de Maria Rosa de Jesus Ferreira, 80 anos, impressionam, com muita energia ela conseguiu cuidar de oito filhos (quatro mulheres e quatro homens) sozinha, e hoje colhe o amor de cada um deles com alegria de ter todos unidos em uma bela família. “Meu marido foi embora, e tive que cuidar dos meus filhos sozinha, trabalhei muito e nunca os abandonei, eles são uma benção de Deus pra mim”.  

Com toda sua experiência de mãe, Maria Rosa aconselha as futuras mães que olhem pelos seus filhos, se dediquem e cuidem para que eles não sigam por caminhos errados.  

Seguindo com a mesma energia de Maria Rosa, outra mãe amorosa, Maria Cleusa Mariano, 60 anos, conta que o momento mais feliz de sua vida depois do nascimento dos seus quatro filhos ( três homens e uma mulher), foi o reencontro de seu filho que tinha desaparecido após um acidente de caminhão em Rondônia. “Após cinco dias sem sabermos notícias do meu filho Edmilson, ele entrou em contato e pudemos constatar que ele estava vivo, esse foi o momento mais feliz da minha vida. Uma mãe nunca pode perder um filho”.  

Para Maria Isabel Nadaleti Pinto, 59 anos, a vida proporcionou um momento muito difícil, quando seu marido foi assassinado, porém a união da família e o amor dos seus três filhos ( um homem e duas mulheres), além de sete netos, fizeram com que ela seguisse em frente com fé. “A união da minha família nesse momento difícil que passamos, fez com que eu mudasse completamente minha maneira de pensar. Não posso mudar o que passou, mas posso mudar agora”.
Maria Isabel conta que apesar de morar sozinha, ela sempre realiza outras atividades como computação e academia. “ Não é porque eu passei por um trauma que eu vou parar de viver, sempre procuro estar ocupada com atividades que me proporcionam prazer de viver”. 

  

“Foi o presente da minha vida” Após 18 anos de buscas, mãe reencontra filha e descobre que tem três netos 

O drama que durou muitos anos teve um final feliz há dois meses em Paulínia: a dona-de-casa Honória do Nascimento Ricardo, 65, que vive na cidade há vários anos, reencontrou uma das filhas após 18 anos de angústia, sofrimento e de um mistério que intrigava a todos: a fuga com o namorado.
Ela conta que certa vez, quando chegou em casa, não encontrou uma de suas filhas, Patrícia, que na época tinha apenas 14 anos. “Ela levou apenas uma mochila com algumas trocas de roupa. Ela foi embora com um namorado, um rapaz que ela mal conhecia e que hoje eu vi que só a fez sofrer”, relata.
Mãe de cinco filhos, ela nunca desistiu de reencontrar Patrícia, e para isso, seguia todas as pistas que apareciam, mas nunca chegou ao paradeiro de sua filha desaparecida. Recorreu a todos os órgãos que a pudessem ajudar, mas durante 18 anos não teve sucesso nas suas buscas.
Há dois meses, Honória recebeu a boa notícia: sua filha havia sido encontrada. Seu nome estava no cadastro de desaparecidos e quando foi pegar a segunda via de um documento, foi informada de que estava sendo procurada. “Quando entraram em contato comigo, eu não acreditei. Foi uma alegria maravilhosa, um sentimento que não cabia dentro de mim. Eu finalmente acreditei que poderia ver minha filha”, emociona-se. 

Honória foi ao encontro da filha na Rodoviária de Fortaleza/CE. Com a saúde debilitada devido a uma meningite e por maus tratos sofridos pelo marido – com quem ela havia fugido de Paulínia – ela tem perda de memória, mas ao ver Honória, reconheceu a mãe, mas não se lembra dos outros irmãos. “Ela não está bem de saúde, me contou que sofreu demais nas mãos do marido, que se tornou viciado em drogas e vendeu tudo de dentro de casa sustentar esse vício. Mas estou feliz por tê-la encontrado num momento imprescindível, quando ela mais estava precisando. Sem contar que ganhei três netos lindos”.
Hoje, Honória prefere esquecer de como foi sua vida sem a filha que tanto procurou. “Posso dizer que fiz tudo. Até escrevi para programas de televisão, na expectativa de que eles pudessem me ajudar, mas nunca me retornaram. Durante todos esses anos, no Natal e Ano Novo deixava a porta aberta esperando ela chegar pra me dar um abraço. Prefiro esquecer o motivo de sua fuga, agora ela está do meu lado e eu vou cuidar dela. Ela terá um amor de mãe”, relembra a mãe.
No dia 6, durante o Baile do Dia das Mães, realizado pela Secretaria de Promoção Social, Honória, que faz parte do Grupo de Convivência da Terceira Idade, recebeu uma homenagem pela sua história de vida e foi escolhida para representar todas as mães presentes no evento.
“Esse ano, o Dia das Mães para mim está completo. Reencontrar minha filha é o melhor presente que poderia receber na vida” finaliza a mãe.   

A alegria de viver a experiência da maternidade  

À espera do primeiro filho, que nasce este mês, Nathália está ansiosa pela chegada do pequeno Lucca
O primeiro Dia das Mães de Nathália Marangoni Pavan será apreensivo: tudo pela chegada de um bebê. Grávida de um menino, a vendedora mostra ao Jornal Tribuna como se preparou para receber o primogênito Lucca. Aos 23 anos idade e aos nove meses de gestação, o filho é fruto do casamento de um ano e meio com o despachante aduaneiro Alvaro Pavan Neto, 26. O jovem casal curte as aventuras e o momento mais importante da vida de uma mulher: os preparativos para a chegada do filho tão esperado. Mais madura, mais tranquila e, segundo ela, muito ansiosa, Nathália conta detalhes deste momento tão especial em sua vida. Confira a entrevista completa.  

Jornal Tribuna: Você sonhava em ser mãe?
Nathália:
Admito que já sonhei muito, mas no momento em que fiquei grávida não estava pensando nisso.
J.T: Você programou a gravidez?   
N.:
Não. Foi uma surpresa maravilhosa!
J.T.: Estar grávida é como você imaginava?
N.:
Não. É muito mais… é fantástico. Sentir uma mãozinha fazendo carinho em seu ventre é umas das coisas mais deliciosas da vida!
J.T.: E na hora do parto? Será normal?
N.:
Nossa, você já deu uma olhada nos vídeos de parto no Youtube? Tanto o Normal quanto ao Cesárea é simplesmente impressionante!Depois de assistir alguns, confesso que não consegui assistir mais que três vídeos (risos), eu já me decidi: vai ser Normal! Claro que se o Lucca precisar de uma cesárea, eu não vou exitar em aceitar, mas o Parto Normal já se define no próprio nome! A cesárea não é um parto, é uma intervenção cirúrgica.
J.T: Está com medo? Quais são os seus receios?
N.:
Medo? Morrendo de medo! É engraçado, ao mesmo tempo em que queremos que chegue logo a hora, queremos que passe devagar, mas não tenho receio, é só a ansiedade falando mais alto!
J.T: Você tentou se preparar para receber seu bebê? Buscou orientações em livros ou internet?
N.: Sim! Me preparei e ainda estou me preparando! A internet é uma grande aliada minha, lógico que com muita cautela (lá se acha tudo o que deve e o que não se deve fazer) e fiz também o cursinho preparatório para gestantes na Maternidade de Campinas.
J.T.: Até agora, quantos quilos adquiriu com a gravidez?
N.:
Engordei 5,700 kg até agora. Estou com 35 semanas e como tudo o que vejo pela frente!
J.T.: Você é vaidosa? Ganhar peso foi um problema?
N.:
Vaidosa sim, mais sem exagero. Na verdade eu não vi meu ganho de peso, eu vi minhas blusas não servirem mais por causa da barriga. No começo foi um pouco difícil de aceitar. Os hormônios te deixam muito confusa. Hora você chora, hora você ri. Problema mesmo foi administrar os sentimentos que brotam sem explicação.
J.T.: Você se acha bonita grávida?
N.:
Aiiii…agora sim! Antes não estava. Estava me sentido ”fora do eixo”. Mas os mesmos hormônios que me deixaram com os enjôos no começo da gravidez, deixaram a minha pele e cabelo um brilho lindo!  

J.T.: Acha que terá pressa para entrar em forma novamente?
N.:
Não estou em forma? (risos) Acho que não! Vou estar com a minha atenção voltada totalmente para o Lucca.  

J.T.: O que faz de seu marido, o Neto, o homem ideal para ser o pai do bebê? O que ele acha de ser pai?
N.:
Ele é o homem que eu amo e isso o torna perfeito. Agora sobre ele ser pai, está sendo um momento mágico na vida dele também, principalmente na questão de crescimento e amadurecimento. Lógico que assim como eu, ele está transbordando ansiedade.  

J.T.: Sexualmente falando, a gravidez alterou a sua libido?
N.:
No inicio da gravidez sim. Agora não mais!  

J.T.: Você vai se espelhar em alguém para educar de seu filho?
N.:
Meus pais!  

J.T.: Qual o maior valor que uma mãe pode passar para um filho?
N.: Amar sem olhar a quem!  

J.T.: Fazendo um balanço da sua vida, você imaginava ser essa a sua trajetória? Por quê?
N.:
Não. Muita água passa por baixo da ponte… e vai continuar passando! Nossa vida é feita de momentos.  

J.T.: Hoje, o que é ser mãe para você?
N.:
Ser mãe é conseguir amar alguém que eu nunca vi…que me faz carinho todos os dias e eu nem sequer já o toquei. É algo divino sem explicação, é um sentimento que nos invade sem limites, um sentimento eterno que nos faz virar uma protetora incondicional.  

J.T.: Quais são as expectativas para a chegada do Lucca?  

N.: Estamos hiper aflitos, com a chegada do bebê. Segunda-feira, dia 10, completo nove meses de gestação. Está chegando a hora, é tudo novo, vai ser cansativo, mas temos certeza que vai ser compensador apesar da ansiedade, que já não me deixa mais dormir! Me faz comer tudo o que vejo pela frente! Ansiedade que me faz entrar no quarto do Lucca inúmeras vezes ao dia, só para ter certeza que está tudo em seu devido lugar! Mas é isso! Nove meses se completam e o tempo que falta para ele nascer diminui a cada dia. Agora chega… que to ficando mais ansiosa…(risos)!  

J.T.: Deixe uma mensagem para as futuras mamães de primeira viajem.  

N.: O teste de gravidez deu positivo? Então divirta-se, porque agora começa uma fase que não vai esquecer mais! Os sentimentos remexidos fazem de nós um turbilhão de emoções… uma hora sentimos uma felicidade absurda, outra hora uma arrebatadora vontade de chorar e ficar quietinha num canto. A partir de agora, serão nove meses de expectativas, ansiedades, emoções a flor da pele. É sem dúvida a fase mais divina da vida de uma mulher e também a mais tumultuada.