Início Paulínia Material contaminado gera prejuízo de R$ 45 mil a Cooperlínia

Material contaminado gera prejuízo de R$ 45 mil a Cooperlínia

A Cooperlínia segrega cerca de 220 toneladas de resíduos por mês, desse material que chega à triagem, cerca de 80 toneladas são rejeitadas
A Cooperlínia segrega cerca de 220 toneladas de resíduos por mês, desse material que chega à triagem, cerca de 80 toneladas são rejeitadas

Má qualidade de recicláveis que chega à cooperativa, em Paulínia, soma 80 toneladas de rejeito todos os meses

A falta de conscientização na hora de separar o material destinado à reciclagem tem gerado prejuízo mensal de R$ 45 mil à Cooperlínia Ambiental do Brasil que segrega cerca de oito toneladas por dia. Com o objetivo de identificar as falhas na coleta seletiva e buscando estimular campanhas educativas, a cooperativa começou o Estudo Gravimétrico, há poucos dias.

A Cooperlínia Ambiental do Brasil que funciona no CGR (Centro de Gerenciamento de Resíduos) da Estre, em Paulínia, segrega cerca de 220 toneladas de resíduos por mês, desse material que chega à triagem, cerca de 80 toneladas são rejeitadas.
O estudo consiste em avaliar os resíduos oriundos de clientes e coleta seletiva que chegam à triagem. A partir daí, é criado um diagnóstico da qualidade, produzidos relatórios e avaliados custos que levam em conta paradas na esteira e tempo desperdiçado com a segregação do que não pode ser reciclado e segue diretamente para o aterro sanitário.
O presidente da cooperativa, José Carlos Silva, explica que o prejuízo de R$ 45 mil todos os meses, é resultado principalmente de resíduos domiciliares que não são segregados da maneira correta. “Deve haver uma consciência que não basta separar. É necessário fazer isso com respeito ao Meio Ambiente e com os profissionais que vivem da separação desses resíduos”, salienta.
Fraldas, resto de comida, madeira, roupas e isopor contaminados são os principais resíduos que chegam misturados com o que pode ser reciclável, causando o prejuízo, amargado pelos sócios cooperados.
Para José Carlos, falta consciência individual e campanhas públicas que ajudem a disseminar informações. “Infelizmente a falta de fiscalização e investimento em educação ambiental aumentam a sensação de indiferença. Educar é sempre mais barato do que reeducar”, reflete.

O Estudo
O Estudo Gravimétrico é realizado com dois objetivos. O primeiro é para auxiliar os clientes a separar de forma eficiente, diminuindo custos de armazenamento, transporte e pensar em campanhas de conscientização, seja em escolas, condomínios ou indústrias que enviam o material à cooperativa.
A avaliação de resíduos domiciliares e industriais ainda auxilia a Cooperlínia na elaboração do projeto para obtenção de recursos do Finep (Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas) para a construção de uma nova unidade, aumentado em dez vezes a sua capacidade produtiva e na geração de postos de trabalho. O contrato deve ser assinado no próximo mês.

Atenção, esses resíduos NÃO são recicláveis:

Madeira
Roupa
Isopor sujo com resto de comida
Fralda
Travesseiro