Somente em agosto, foram ofertadas 372 vagas, segundo dados do Caged
Paulínia foi a 3ª cidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC) que mais criou empregos em agosto. O município registrou a criação de 372 vagas com carteira assinada, de acordo com o balanço divulgado pelo Observatório PUCCampinas, baseado no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado ficou atrás apenas de Campinas, que liderou o ranking com 1.659 postos de trabalho, seguida por Indaiatuba (414). Os outros 17 municípios da Região Metropolitana tiveram alta na geração de emprego.
A RMC encerrou o mês com 2.416 empregos criados. O desempenho do emprego na RMC em agosto não foi melhor por causa de Vinhedo, que registrou o fechamento de 1.656 postos de trabalho. O resultado foi reflexo das 1.708 demissões no setor industrial, principalmente nos segmentos de gás e eletricidade. Os outros setores tiveram alta no município: agropecuária (1), comércio (16), construção (7) e serviços (28).
Outras duas cidades da RMC também tiveram saldo negativo de empregos em agosto: Nova Odessa (-72) e Santa Bárbara d’Oeste (-78). Em Nova Odessa, o resultado foi devido às 134 demissões no comércio e outras 25 em serviços. Já em Santa Bárbara, ocorreram 250 dispensas no setor de serviços.
Quatro setores tiveram alta nas contratações: serviços (1.852), comércio (578), construção civil (473) e agropecuária (238). O único desempenho negativo na região foi na indústria (-725), influenciado por Vinhedo.
Para a economista Eliane Navarro Rosandiski, pesquisadora de emprego do Observatório PUC-Campinas, “os números são muito interessantes”, principalmente pelo desempenho positivo na indústria e construção civil, que pagam salários mais elevados e impactam positivamente outros setores, criando um ambiente de crescimento econômico sustentável. Estes setores estão entre os que mais geraram empregos este ano, com a indústria ocupando a segunda colocação, com 7.057 novos postos na RMC no acumulado de janeiro a agosto, e a construção civil em terceiro lugar, com 6.499.







