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Orizon quer vender biometano para indústrias e distribuidoras

Após se consolidar na geração elétrica à biogás, empresa quer comercializar biometano para novos clientes a partir de 2024

A Orizon Valorização de Resíduos, controlada pela Inovatec Participações, estreou este ano na produção de biometano e tem um plano de expansão que pode ampliar de 700 mil a 900 mil m3/dia a oferta de gás renovável ao mercado até o fim de 2025.
Hoje, a empresa produz 70 mil m3/dia num aterro em Paulínia (SP). O biometano é usado na térmica Paulínia Verde (15,7 MW), contratada no leilão emergencial de 2021 e que opera desde maio. É uma joint venture entre a Mercurio Partners, Grupo Gera e Orizon.
O plano da Orizon é vender biometano para clientes industriais e distribuidoras a partir de 2024. De Paulínia, espera ofertar entre 180 mil e 200 mil m3/dia. O aterro já está conectado à malha da Comgás, mas o início da comercialização ainda depende da construção de um ponto de entrega à rede de distribuição da concessionária.
Segundo o diretor de Engenharia e Implantação da Orizon, Jorge Elias, o primeiro ciclo de expansão da companhia foi baseado na geração elétrica à biogás. A empresa tem 100 MW instalados e mira novos projetos em geração distribuída. Mas o foco agora é o biometano.
Segundo Elias, com a alta dos preços do gás, provocada pela guerra da Ucrânia, o biometano já é competitivo. “Dependendo da estruturação do negócio, penalidades, volumes, ponto de injeção e pressão, acredito que [o nosso biometano] fique entre US$ 14 e US$ 17 o milhão de BTU”, comenta.
A companhia aposta em contratos indexados a indicadores nacionais, como inflação. O executivo reforça, contudo, que a intenção não é competir com o gás de origem fóssil, e sim vender o combustível renovável com prêmio, dado o seu atributo ambiental.
“A demanda é muito maior que nossa capacidade de oferta. Seremos um player expressivo de molécula renovável. Aí conseguimos separar o joio do trigo, para ver para quem o biometano se trata de uma molécula renovável e faz diferença e para quem é só um substituto energético. Esse não é nosso foco de cliente”, disse.