Município investe em estudo técnico e é contemplado com 332 unidades a preço social pelo programa Casa Paulista
Paulínia passa a estruturar o enfrentamento do déficit habitacional a partir de duas frentes complementares: planejamento técnico de longo prazo e ampliação imediata da oferta de moradias populares. O município investe cerca de R$ 1,6 milhão na elaboração do Plano Municipal de Habitação e, ao mesmo tempo, foi contemplado com 332 unidades habitacionais a preço social pelo programa estadual Casa Paulista.
O Plano Municipal de Habitação será elaborado pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, contratada pela administração municipal, com prazo de seis meses para a conclusão dos trabalhos. O estudo prevê levantamentos sociais, análises urbanas e diagnósticos técnicos para mapear a demanda por moradia na cidade e orientar as políticas públicas do setor nos próximos anos.
Segundo a administração, o plano deve funcionar como instrumento estratégico para organizar o crescimento urbano e ampliar a capacidade do município de captar recursos junto aos governos estadual e federal. A iniciativa integra o conjunto de ações conduzidas pelo prefeito Danilo Barros, que tem defendido a combinação entre planejamento e execução como base para a política habitacional.
A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Habitação. O secretário Marcelo Mello destaca que o levantamento técnico permitirá atualizar dados, definir prioridades e estabelecer metas de curto, médio e longo prazo. O estudo também deverá indicar áreas adequadas para novos empreendimentos e propor modelos de financiamento compatíveis com a realidade das famílias de baixa renda.
Moradias a preço social ampliam acesso à casa própria
Paralelamente ao planejamento municipal, Paulínia foi incluída no programa Casa Paulista, com a oferta de 332 unidades habitacionais voltadas a famílias de baixa renda. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, durante agenda oficial no Palácio dos Bandeirantes.
As moradias serão comercializadas por valores abaixo do mercado, na modalidade Preço Social, que permite o uso da Carta de Crédito Imobiliário (CCI) como subsídio para a entrada do imóvel. O programa também prevê condições facilitadas de pagamento: famílias com renda de até cinco salários mínimos não terão cobrança de juros e poderão comprometer até 20% da renda, com correção anual, ou 30% em parcelas fixas, sem reajuste ao longo do contrato.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), e integra um pacote de investimentos voltado à ampliação da política habitacional na Região Administrativa de Campinas.
Planejamento e execução caminham juntos
Enquanto as unidades do Casa Paulista atendem demandas mais imediatas, o Plano Municipal de Habitação cria as bases técnicas para a expansão ordenada da política habitacional em Paulínia. A combinação das duas iniciativas é vista como estratégica, ao unir resposta prática à necessidade de moradia com planejamento estruturado para os próximos anos.
Com essas ações, o município avança na construção de uma política habitacional mais consistente, voltada à redução do déficit, à organização do crescimento urbano e à ampliação do acesso à moradia digna, com custos compatíveis à realidade econômica da população.







