Início Destaques Pavan sugere fechamento da Cadeia Pública de Paulínia

Pavan sugere fechamento da Cadeia Pública de Paulínia

Prefeito disse também que cortará benefícios à Delegacia caso o problema não seja resolvido pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado

Uma reunião emergencial foi organizada no final de tarde desta quinta-feira, 20, no salão Nobre da Prefeitura de Paulínia, para discutir soluções para o problema de superlotação da unidade prisional da Delegacia de Paulínia.
Segundo o delegado Carlos Henrique Fernandes, atualmente a unidade abriga 63 detentas, em quatro celas com tamanhos de 4m X 3,5 m. “Estamos bem acima do limite que poderíamos ter, nossa capacidade é de 16 vagas. As presas estão vivendo em péssimas condições. Não há dignidade humana”, declarou Fernandes.
O prefeito José Pavan Júnior (DEM), disse que o município cortará os benefícios que está proporcionando à Delegacia de Paulínia, caso a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado não dê uma solução para esse problema. “Nossa cidade não pode assumir compromissos de outros municípios. Cada cidade deve cuidar das suas presas”, referindo-se as frequentes transferências de detentas vindas das cidades de Campinas,Valinhos, Vinhedo e Indaiatuba.  Ele acrescentou que a melhor solução seria a transferência das detentas para outras unidades e o fechamento da Cadeia. “Nesse sentido estamos elaborando um documento, que será entregue até o final do mês à Secretaria de Administração Pública do Estado e ao delegado da Seccional de Campinas Paulo Tucci”.
O secretário de Segurança Pública de Paulínia, Ronaldo Pontes Furtado, declarou que além de todas as preocupações já existentes, há ainda, a de que podem ocorrer possíveis tentativas de resgates no local, visto que estão sendo abrigadas presas de alta periculosidade, com ligações com o tráfico de drogas, por exemplo. “Devemos também pensar que na unidade 50% das detentas são de Campinas, e elas têm ligações muito perigosas, podendo causar transtornos para Paulínia”, declarou Furtado.

Além de todos os problemas expostos durante a reunião, também foi declarado pelo delegado Carlos, que a superlotação está causando doenças, como gripes, doenças de pele e piolhos. “Não temos como evitar, pois elas têm que dividir um colchão em duas e até três para dormir, o banheiro é dividido ao meio para que também seja utilizado como dormitório”.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Paulínia, Wilson Machado, declarou que realizará uma mobilização, prevista para a semana que vêm, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para esse problema. “Nossa classer não vai ficar parada diante dessa situação, vamos sim realizar uma grande mobilização para que políticos e autoridades atentem para essa questão”.
O vereador Jurandir Matos é escrivão de Polícia lotado na Delegacia de Polícia local e acompanha diariamente a situação da Cadeia Pública de Paulínia. Dias atrás, chegou até a comentar em uma das sessões do Legislativo a situação crítica por que passa o local, antevendo, inclusive, a iminência da deflagração de uma rebelião, o que acabou se confirmando alguns dias depois. “Iniciamos aqui uma longa caminhada para que essa situação crítica da Cadeia não se prolongue mais.”
Também no encontro estavam os presidentes de associações de bairros, os vereadores Bonavita (PMDB), Simeia Zanon (PSDC), Amarildo José Rodrigues da Silva (DEM), os secretários de  Indústria e Comércio de Paulínia Antônio Atauri e Negócios Jurídicos.