Início Paulínia Perdeu o prazo: construções de UPAs são canceladas em Paulínia

Perdeu o prazo: construções de UPAs são canceladas em Paulínia

As UPAs já tinham o projeto pronto: seriam construídas em frente ao Ginásio de Esportes do bairro João Aranha e ao lado da Escola Municipal “Maria Elisa Brega”, no Cooperlotes
As UPAs já tinham o projeto pronto: seriam construídas em frente ao Ginásio de Esportes do bairro João Aranha e ao lado da Escola Municipal “Maria Elisa Brega”, no Cooperlotes

De acordo com o Ministério da Saúde, município perdeu a verba do Governo Federal, cerca de R$ 4,4 milhões, para construção de duas Unidades de Pronto Atendimento por descumprir dos prazos das obras
Por não cumprir o prazo estipulado para início das obras, as duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) que seriam construídas em Paulínia foram canceladas pelo Governo Federal. A portaria 2.941/2016, do Ministério da Saúde, cancelou no final de dezembro a transferência de R$ 4,4 milhões para Paulínia por descumprimento do prazo por parte da Prefeitura. O município ainda terá de devolver o repasse já feito de R$ 440 mil.
As duas UPAs foram contratadas ainda no governo de Dilma Rousseff (PT), em agosto de 2013. A Prefeitura de Paulínia, sob a administração Pavan Junior, havia proposto a construção das unidades, mas não atendeu as exigências do acordo, segundo o Ministério da Saúde.
A decisão foi tomada em portaria publicada no Diário Oficial da União do dia 27 de dezembro de 2016. Além de Paulínia, outras duas cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) ficaram sem os recursos do Ministério da Saúde.
Campinas perdeu R$ 4 milhões para construção ou ampliação de uma UPA e Nova Odessa, outros R$ 2,2 milhões. Outros municípios espalhados pelo Brasil também perderam os prazos e ficaram sem esses recursos do Ministério da Saúde.

 

UPAs
No dia 23 de junho de 2016, ainda no governo Pavan Junior, a Prefeitura de Paulínia anunciou um pacote de ações na área de Saúde. Entre elas, estavam a construção das duas UPAs, que tiveram imagens de seus projetos apresentadas, entrega da reforma e ampliação do Hospital Municipal e fim da fila para cirurgia de catarata na cidade.
As UPAs, segundo a Prefeitura, seriam construídas em frente ao Ginásio de Esportes do bairro João Aranha e ao lado da Escola Municipal “Maria Elisa Brega”, no Cooperlotes. Elas atenderiam 300 pessoas por dia e custariam R$ 7,7 milhões – R$ 4,4 milhões do Ministério da Saúde.
Conforme o anúncio da Prefeitura na época, as UPAs receberiam pacientes com patologias de baixa e média complexidade, com consultórios clínicos e pediátricos, sala de emergência, raio X, laboratórios 24 horas e farmácia. A licitação seria aberta em 15 dias. Mas a data do início das construções não foi revelada.
No último dia 30 de dezembro, quando a portaria do governo federal já havia sido publicada, a Prefeitura voltou a informar que “para 2017, tudo já está pronto para que Paulínia receba duas UPA’s 24 horas e três novas UBS’s, que serão construídas em parceria com a União e com o Estado, assim como o Centro de Oncologia que será inaugurado num espaço maior e melhor”.

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