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Petroleiros protestam contra privatização de refinaria

Petroleiros protestam contra privatização de refinaria

Petroleiros da Replan, em Paulínia, e da Recap, em Capuava, fizeram mobilizações na manhã de ontem,20, contra a privatização do sistema Petrobrás. Os trabalhadores do administrativo e do turno atrasaram o início do expediente, em solidariedade aos companheiros das unidades que estão na lista de privatização, anunciada ontem pelo presidente entreguista da estatal, Pedro Parente. O comunicado teve reação imediata da categoria e a sexta-feira começou com protestos de petroleiros em todo o país.

Em transmissão interna e em rede nacional, a direção da Petrobrás apresentou aos trabalhadores o “modelo preliminar sobre o reposicionamento estratégico no setor de refino”, que nada mais é do que a privatização. Foi anunciada a venda de 60% das refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, e Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. O pacote inclui ainda os ativos logísticos (dutos e terminais) administrados pela Transpetro, diretamente associados a essas refinarias.

A estratégia de privatização da atual diretoria da estatal, segundo o diretor do Unificado Alexandre Castilho, começa pelas beiradas, poupando o miolo, que engloba a área de grande impacto econômico do país. “A gestão entreguista está aumentando o cerco cada dia mais. Se não reagirmos e enfrentarmos essa situação, sendo solidários aos companheiros do sul e nordeste, com certeza, seremos os próximos da fila”, afirmou.

Greve nacional

Seguindo indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entre os dias 30 de abril e 12 de maio, os sindicatos farão assembleias com os trabalhadores para votação de uma greve nacional por tempo indeterminado. O indicativo foi definido durante o Conselho Deliberativo da FUP, que aconteceu no dia 12 de abril, em Curitiba.

“Se não reagirmos imediatamente, eles vão vender as refinarias e substituir a força de trabalho. Temos que montar uma trincheira muito forte para fazer a defesa do sistema Petrobrás”, declarou o coordenador da Regional Mauá do Sindicato, Auzélio Alves. “Nossa resposta para o plano dos entreguista é greve”, resumiu o diretor Arthur Bob Ragusa.