Início Política Prefeito Du Cazellato aborda desafios e aponta soluções para Paulínia

Prefeito Du Cazellato aborda desafios e aponta soluções para Paulínia

Há cinco meses à frente da Administração Municipal, o prefeito responde entrevista do Jornal Tribuna sobre a Paulínia que acaba de completar 56 anos como cidade

Como analisa esses meses à frente da prefeitura, quais as principais dificuldades e o que lista como conquistas nesse pouco tempo?
Desde que eleito sabia que as coisas não seriam fáceis. Nossa primeira preocupação era a folha de pagamento, pois estava acima do limite, o que feria a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nos quatro primeiros meses conseguimos sanar este problema, deixando a folha em 51%, conforme exige a legislação.
Outra preocupação era a área da saúde. Reunimos com o secretário de Saúde e outros secretários, onde montamos uma força tarefa e pudemos amenizar os problemas que viam acontecendo, entre eles, a criação do programa “Agendamento Porta Aberta”, que acabou com a necessidade dos munícipes madrugarem nas unidades básicas. Outro problema que atacamos foi a fila de cirurgia. Haviam mais de 1600 nas filas. Ainda não zeramos, mas baixamos para cerca de 400 pessoa.
As UBS’s com mais usuários cadastrados aumentamos o horário de atendimento em uma hora e ainda queremos chegar até às 20h com os postos abertos.
Atendemos no Hospital Municipal em média 800 pessoas por dia, para uma cidade de cerca de 110 mil habitantes. Estamos estudando como priorizar o atendimento aos paulinenses, para que haja mais agilidade.
Já melhoramos, mas trabalhamos para melhorar ainda mais.

2 – A troca das empresas do transporte urbano foi um problema, conforme relatado por muitos usuários nos primeiros dias. Em pouco tempo tudo foi normalizado, mas houve registros de confusão em várias regiões da cidade. Como o prefeito trabalhou para que os problemas fossem resolvidos o mais rápido possível e como analisa a troca das empresas para beneficiar a população?
Antes quero deixar claro uma coisa. Não sou eu o responsável pela saída da Passaredo (Flama). Havia uma ação judicial que obrigava a empresa a sair da cidade e por isso fizemos este processo que resultou na vitória da Terra Auto Viação.
Dito isso, reforço que desde o primeiro dia de operação, quando começaram a surgir as reclamações, já fui para as ruas fiscalizar a operação. Junto com outros secretários fiquei por horas na rodoviária conversando com motoristas, cobradores e munícipes. Constatamos que a empresa não estava preparada para atender a população. No mesmo dia, notificamos a empresa e voltamos a notificar dias depois.
Ainda existem pontos a serem melhorados, mas em nenhum momento deixamos de fiscalizar e cobrar para que cumpram com todas as exigências estabelecidas.
Em paralelo, determinei às secretárias responsáveis o andamento da licitação do transporte, visando acabar com o ciclo de processos emergências que ocorre há anos na cidade.
No transporte universitário, conseguimos avançar com todo processo sendo feito online, dando mais comodidade aos estudantes.

3 – Certamente, entregar a ponte da estrada da Rhodia será um grande marco dessa administração. Como está o processo para finalizar as obras e qual a previsão de entrega?
Sem dúvida nenhuma que a população aguarda pela liberação desta ponte. Quero deixar claro que existia um processo licitatório desde 2018, cuja empresa ganhadora cumpriu com sua obrigação, mas o edital não previa a instalação do guarda corpo e da mitigação ambiental.
Tivemos que fazer uma nova licitação para concluir o que não foi feito. Nossa meta é entregar o quanto antes, pois é um importante equipamento para Paulínia e Campinas. Vai dar mais qualidade de vida para quem precisa da ponte.
Acreditamos que após o contrato assinado com a empresa vencedora, em 60 dias o problema será resolvido.

4 – Há projetos para desafogar o trânsito na área central da cidade, enquanto a ponte sobre o Rio Atibaia não sai? Como está o processo para início dessa construção tão esperada?
Existem sim. Temos um estudo para abrir mais uma faixa a partir da ponte do Rio Atibaia até o contorno sentido Planalto, dando mais fluidez ao trânsito para quem vai para a região do João Aranha.
As obras devem começar em breve, talvez num prazo de 30 dias, os trabalhos comecem.
Quanto à segunda ponte sobre o Rio Atibaia, uma promessa minha para o morador da região do São José, João Aranha e bairros próximos, que se eleito fosse pelo menos a licitação faria rapidamente. Hoje, apesar de estarmos próximo a 140 dias de gestão, devemos assinar o contrato com a empresa que fará essa tão aguardada obra em breve, mesmo com a oposição querendo travar a licitação, como fez um advogado ligado a um ex-prefeito, que já tentou na justiça barrar o processo, não teve êxito e segue tentando.
Diante de tanto desgaste a população tão logo verá o canteiro de obras.
Sobre o trânsito, não havia licitação para sinalização viária e pintura de solo. Estamos trabalhando para garantir mais segurança e fluidez do trânsito. Inclusive, a operação tapa buraco começamos em janeiro. A cidade ficou 6 meses sem contrato para este serviço. Mais de 400 buracos já foram fechados desde então.

5 – Como estão os trabalhos que incentivam a coleta seletiva no município? Paulínia conta com a Cooperlínia, cooperativa de reciclagem modelo para o Brasil inteiro. Infelizmente ainda há poucas pessoas que separam o lixo em casa e destina corretamente. Enquanto isso, a cooperativa lamenta a contaminação dos rejeitos e boa parte da população reclama da falta de lixeiras e campanhas. O que sua gestão está fazendo para reforçar a coleta seletiva, principalmente nos bairros mais afastados do centro?
Temos containers em pontos da cidade, caçambas para o descarte correto e trabalhamos para tornar Paulínia mais verde. A coleta seletiva é essencial para uma cidade mais sustentável.
Ao mesmo tempo fizemos mutirões de limpeza e vamos iniciar um trabalho de conscientização.

6 – Ainda há reclamação da falta de alguns itens da cesta de medicamentos, entregue nas farmácias das UBSs. Qual a previsão para que o abastecimento seja regularizado em 100%?
Essa é uma previsão que gostaria de dizer que amanhã vai estar 100%, porém, não posso. Comprar medicamentos é burocrático e demorado.
Recentemente, compramos mais de R$ 1 milhão de medicamentos de forma emergencial, pois as empresas não apareceram nos pregões que fizemos. Todas as semanas libero a compra de mais remédios. Reforçamos o setor de compras da Saúde. Antes, tinham 2 funcionários, agora são 6.
Antes também algumas empresas nem queriam vender para Prefeitura de Paulínia. Iniciamos o diálogo e conseguimos reverter esse quadro.
Ao mesmo tempo, a Secretaria de Saúde iniciou outros trabalhos, principalmente visando a prevenção. Temos atividades físicas em quatro unidades de saúde, o Pratic foi retomado e agora vem o projeto “Farmácia Viva”, que busca incentivar o uso de plantas medicinais e trabalhará as comunidades que estão ao redor das 10 UBS’s.

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