Sonda lambda: você sabe o que é e para que serve?
Imagine um componente capaz de sentir o cheiro dos gases expelidos pelo motor do carro e, ainda, dar importantes dicas sobre o que um computador deve fazer com eles. Essa é a função da sonda lambda, responsável por uma considerável redução da emissão de gás carbônico. Ela é um componente montado no sistema de exaustão dos gases de escape do motor a combustão interna, com a função de determinar a quantidade de oxigênio remanescente.
Essa informação é utilizada pela central de controle do motor, permitindo a otimização da relação ar-combustível para determinada condição de funcionamento.
Também conhecida como sensor de oxigênio, a sonda lambda teve papel primordial na indústria automotiva e no desenvolvimento de carros menos poluentes e mais eficientes. Começou a ser produzida em série pela Bosch em 1976, atingindo a marca de um bilhão de unidades 45 anos depois.
Trata-se de um dos sensores mais importantes do sistema de injeção dos veículos, pois é o único capaz de reconhecer a composição da mistura ar-combustível (gasolina, etanol ou diesel), a fim de controlar a quantidade injetada e garantir uma composição otimizada da mistura.
De acordo com testes realizados, uma sonda em bom estado de conservação, além de reduzir o consumo de combustível em até 15%, melhora o desempenho do motor, colaborando com a preservação ambiental. Isso porque ela atua com o catalisador para a emissão de níveis mais baixos de poluentes na atmosfera.
Instalada no cano de escapamento, a sonda lambda monitora a quantidade de oxigênio que está contida no gás expelido pelo coletor de escape e repassa essa informação para a unidade eletrônica de gerenciamento
O sensor de oxigênio é um dos mais importantes componentes que garantem o bom funcionamento do veículo. Vale lembrar que alguns motores estão equipados com dois tipos de sensores, um pré-catalisador e um pós-catalisador, controlando melhor a emissão de poluentes.
É muito importante ficar atento a sinais como o acendimento da luz do sistema de injeção no painel, queda de rendimento do automóvel, dificuldades na partida e falhas no motor, que podem indicar problemas na sonda lambda.
A durabilidade do componente é grande, embora seja recomendável revisá-lo a cada 30 mil quilômetros ou quando a luz do sistema de injeção acender no painel.
Diego Gomes (DG) é mecânico de formação e proprietário da MD Mecânica Automotiva.
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