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Reflexões sobre governo digital e serviço público por Sami Goldstein

Com OVNI ́s sendo avistados ao redor do mundo, é impossível não refletirmos sobre os novos tempos. Vai que um alienígena resolve pousar aqui no Brasil necessitando de um serviço público. Quiçá, vindo de uma civilização mais avançada, acredite que obterá o que precisa apenas por telepatia. Não ainda. Vamos avançando, mas ainda há muito que fazer. E é essa a profunda reflexão que devemos fazer.

No artigo “Serviço público pelo mundo passa por reformas e influencia futuro no Brasil” da Folha de São Paulo, a repórter de políticas públicas Tatiana Cavalcanti traz a informação de que “o serviço público ao redor do mundo tem passado por reformas nas últimas décadas. Um dos casos mais emblemáticos é o da África do Sul após o fim do apartheid, onde o governo implementou mudanças drásticas para a inclusão de mais funcionários negros num quadro majoritariamente branco. No Brasil, tramita proposta constitucional para mudar a cara do funcionalismo, que segue o modelo mais fechado estabelecido na França nos anos seguintes à Revolução Francesa (1789).” Em uma ampla abordagem que percorre as diferenças no serviço público ao redor do globo, traz à tona a inevitável discussão das mudanças necessárias para se criar um ambiente que ao mesmo tempo seja mais eficiente e reflita os anseios da sociedade.

Por outro lado, o Valor Econômico, ao analisar os avanços governamentais na digitalização de serviços, chega à seguinte conclusão: “números costumam retratar cenários inequívocos, mas uma pesquisa inédita da consultoria IDC, encomendada pela fabricante de computadores Dell Technologies e revelada com exclusividade ao Valor, oferece uma resposta curiosa à pergunta sobre se o Brasil está ou não avançado em governo eletrônico: depende.” Para Bruno Assaf, diretor para setor público da Dell, a tecnologia ainda não está na agenda de modo geral.

E deve estar. Não precisamos de uma invasão alienígena para saber que precisamos avançar cada vez mais na oferta de ferramentas que tornem a experiência do serviço público mais dinâmica, humanizada e eficiente. Fluidez e celeridade de processos trazem investimentos, gerando renda e empregos. Reformas estruturantes com servidores cada vez mais capacitados, tendo a tecnologia como grande aliada, são a receita ideal para projetar o futuro do país. Cidades inteligentes não nos farão ter mais chances de estabelecer contato com alguém de outro mundo, mas certamente facilitarão os relacionamentos dos que já vivem neste nosso planeta azul.