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Suplentes derrubam golpe contra Dixon e vereadores

Os trabalhos da Comissão Processante que tentava cassar o prefeito Dixon Carvalho (Progressista) e mais 13 vereadores foram colocados em xeque após vazamento de áudio que comprova que o secretário da CP recebia vantagens indevidas do vice-prefeito Sandro Caprino (PRB).
Após investigação, que durou 180 dias, os suplentes convocados para a 7ª Sessão Extraordinária, realizada na segunda-feira, 10, votaram pelo arquivamento da denúncia, colocando um ponto final na tentativa de golpe para derrubar Dixon e os vereadores investigados.
Para o prefeito, esta foi mais uma tentativa frustrada de um golpe político que tem como meta a garantia do poder a qualquer custo. “Independente de todas as pressões que sofremos ao longo destes 21 meses de Governo, articuladas por pessoas que lutam por interesses pessoais, sempre conduzi minhas ações dentro da legalidade e em nenhum momento deixei de dar continuidade ao trabalho de administrar a cidade. A verdade veio à tona e se encarregou de provar que os trabalhos da CP estavam sendo conduzidos de forma parcial e abusiva”, afirmou o chefe do Executivo.
Agora, com mais uma vitória sobre o grupo que o prefeito aponta como seus ex-aliados, que tentaram levar vantagens no início do seu governo, Dixon promete trabalhar em dobro para acelerar as obras e ações que irão mudar a cara de Paulínia e justificar a confiança que foi depositada pela população. “É evidente que essas manobras nos bastidores prejudicaram, mas quero esquecer tudo isso. Meu objetivo é finalizar projetos importantes como a construção da Ponte da Rhodia, dar a infraestrutura necessária para que o Hospital Municipal, que depois de anos conseguimos finalizar, se torne referência da Região Metropolitana de Campinas, zelar pela manutenção da cidade e melhorar ainda mais o trabalho que a gente já vem desempenhando muito nas questões do lixo e do asfalto, atingir a nossa meta de 100% do tratamento de esgoto, dar todo suporte aos nossos alunos da rede municipal de ensino com itens básicos que estavam em falta quando assumimos o governo, incentivar os nossos jovens a cursar ensino superior não somente fora da cidade como também facilitar o ingresso trazendo universidades para Paulínia”, enumera o prefeito.

Áudio
Para acabar com a possibilidade de cassação, os suplentes acataram o pedido que colocava sob suspeição o secretário da CP, devido ao vazamento de um áudio onde o vice-prefeito Sandro Caprino assume dar dinheiro ao suplente para manter viva a Comissão Processante.
No áudio, que também é objeto de Inquérito Policial instaurado pela Polícia Civil e de Comissão Processante contra o vice-prefeito, o suplente Marcelo Domingos de Souza (PRTB) pede auxílio financeiro a Sandro e justifica seu pedido por conta de uma ajuda que outro suplente teria recebido.
Em outro trecho da conversa, Sandro é acusado pelo suplente Marcelo de Souza de ter feito acordo para extinguir a Comissão. “Se eu tivesse feito acordo, eu não estava dando dinheiro”, assume o vice-prefeito. O explícito favorecimento resultou na anulação de todos os trabalhos executados pela Comissão.

Votação
A votação da denúncia nº 02/2018 teve início na quinta-feira, dia 6 de setembro, durante a 6ª Sessão Extraordinária. Porém, devido à ausência de ritos processuais definidos e supostas irregularidades na condução dos trabalhos, os advogados de defesa solicitaram a suspensão da sessão, que foi remarcada para segunda-feira, 10, às 9 horas.

Bastidores
Robert Paiva não aceitou o fim da Comissão. No corredor xingou e colocou o dedo na cara de vários suplentes, pois ele queria a continuidade da sessão mesmo que a justiça viesse a cancelar tudo que fosse decidido em plenário.
O suplente Maroca não compareceu à sessão, pois descobriu somente na quinta-feira, 6, que não viraria vereador, pois o relatório final inocentava Du Cazellato, do qual é suplente. Se não fossem os advogados de defesa insistirem pela liberação do documento, Maroca só iria descobrir nos últimos minutos, sendo ”engando” pelo trio que formou a CP.
Luiz Roberto Navas, advogado do acusador, declarou ao Correio Popular que o culpado pelo fim da CP é o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB). Segundo Navas, ele quer ser prefeito a todo custo e não sabe o que faz para chegar lá.
Navas também foi o motivo da não participação de Tiguila na votação final que não chegou a acontecer. Além de defender o acusador, o advogado foi contratado pelo presidente da CP e por Caprino, para advogar por eles, gerando conflito de interesses.
Outro duro golpe na CP foi a destituição de Tiguila da presidência da sessão. Como ele dispensou a assessoria jurídica da Câmara e tudo estava na sua cabeça e Yatecola não acompanhou os trabalhos vindo apenas como suplente, levou tempo para que o médico assimilasse o que precisava fazer. Seu assessor Mizael Marcelly em seu site tentou passar a mensagem que Yatecola não teve pulso e, por isso, os trabalhos foram adiados para segunda.
Em nota, Tiguila disse que não concorda, mas respeita a decisão do Plenário Legislativo, que acolheu a exceção de suspeição em face de um dos membros da Comissão Processante (CP) 02/2018 e, por consequência, acabou provocando o arquivamento da denúncia contra o prefeito e 13 vereadores da cidade sem que o relatório final tenha sido julgado.

“Sempre confiei que tudo se resolveria, nas quase 4.000 páginas da CP não existe nenhum indício de troca de cargos por votos. Vamos continuar nosso trabalho atendendo todos que nos procuram e em breve retornaremos com nosso gabinete itinerante, visitando todos os bairros da cidade”, vereador Edilsinho

“Eu e meus colegas fomos eleitos no voto, por isso acredito que a justiça foi feita com o fim desta Comissão Processante. Continuo com meu gabinete aberto ao povo, como sempre estive e lutando por uma cidade melhor para todos”, vereador Xandynho Ferrari
“Os últimos dias foram difíceis, mas ninguém nunca deixou de acreditar que a justiça seria feita. Agradeço a Deus, minha equipe, família, amigos, advogados e companheiros de Câmara. O trabalho continua”, presidente da Câmara, Du Cazellato
“Não temos nada a esconder. O processo correu dentro do rito e da normalidade. O desfecho não poderia ser outro, se não o arquivamento, já que não haviam provas. O trabalho do vereador é voltado para a população e continuará sendo, estando sempre à disposição”, vereador João Mota
“Total jogo político. Uma guerra travada entre Dixon e Sandro Caprino onde quem perde é a população diante de uma oposição que quer tomar o poder a qualquer custo! É isso. Sem mais!’, Marcelo Ferraz D2
“Agradecer a Deus, minha família, o grupo Fiorela e os advogados que defenderam um caso tão nobre e disseram um não a um golpe tão baixo para a democracia e a cidade de Paulínia. Agradecer também aos suplentes, que tiveram discernimento. E que sirva de lição, que com golpe não se ganha nada, mas sim com trabalho”, vereador Marquinho Fiorela.