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Temporal causa estragos e “apagão” em Paulínia

Temporal
Em Paulínia, a tempestade chegou com velocidade e deixou estragos com ventos de 98km/h

Chuva, acompanhada de vento com velocidade de 98km/h, causou estragos em diversos pontos. Alguns bairros ficaram 41 horas sem energia elétrica e também faltou água. Situação só foi normalizada na tarde de quinta-feira (10)

A tempestade que passou pela cidade na terça-feira (8) além de causar estragos em diversos pontos da cidade, deixou pelo menos 15 mil clientes da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) sem energia só na cidade. Na região, foram mais de 280 mil. Segundo a empresa, raios e rajadas de vento derrubaram postes, danificaram as estações de rede elétrica e interromperam a distribuição em grande parte da cidade.
A equipe técnica da Defesa Civil de Paulínia registrou 75 chamados para diversas ocorrências entre árvores derrubadas e energizadas, veículos atingidos por árvores; moto atingida por galho de árvore, postes da CPFL derrubados, pontos de alagamento, casas destelhadas e destelhamento parcial de barracão (Ambev), entre outros. Os técnicos acreditam que estes números são 20% maiores, pois muitos moradores não acionaram a Defesa para registro das mesmas. Foram contabilizadas pelo menos 61 quedas de árvores. Paulínia não registrou nenhum relato envolvendo vítimas.
O centro da cidade foi considerada a região mais afetada. Diversos bairros ficaram sem energia elétrica. Parte do Monte Alegre 2, do João Aranha, Centro e Okinawa ficaram sem energia das 16h15 de terça-feira até às 19h20 de quarta, dando um total de 27 horas. Nos casos mais graves, como parte do bairro Jardim Nossa Senhora Aparecida, moradores registraram 41 horas de interrupção, tendo a distribuição normalizada no início da tarde de quinta-feira.
De acordo com a CPFL, as equipes da companhia trabalharam para restabelecer o sistema de energia em toda a cidade, mas a prioridade era atender unidades de saúde e regiões com unidades escolares.

Não foi tornado
A Estação de Meteorologia da Refinaria de Paulínia (Replan) marcou rajadas de vento de 98 km/h. Segundo o professor Hilton Silveira, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp (Cepagri), o vento acima de 90 km/h não é comum. Apesar disso, ele explicou que para ser considerado tornado é necessário que a velocidade seja de pelo menos 112 km/h. “Todos nos assustamos com a força do vento e com o volume da chuva, mas não passou de uma grande tempestade. Estudos meteorológicos apontam que este tipo de tempestade será mais frequente na nossa região”, disse o professor.
Já as estações de meteorologia da Defesa Civil de Paulínia registraram chuva na cidade o equivalente a 40 milímetros das 16h30 às 2 horas da madrugada. No entanto, na região, o volume chuva previsto para todo o mês de setembro era de 65mm, mas durante a tempestade, foram registrados 68mm em 10 horas de chuva intensa.

Transtornos
Houve ocorrência de quedas de árvores na principal Avenida da cidade, a José Paulino. Por conta disso, o trânsito na região central ficou complicado devido à proximidade com o horário de pico, às 17h.
Na entrada da cidade, no bairro Santa Terezinha, também na Avenida José Paulino, uma árvore caiu em cima de um carro, mas não houve feridos. A Defesa Civil registrou árvores caídas em diversos bairros: 20 na Região Central, 5 no João Aranha, 11 no Jardim Calegaris, 6 no Monte Alegre, 3 no São José, 10 no Jardim Itapoan, 2 no Marieta Dian, 2 no Santa Terezinha, 1 no Jardim Leonor e 1 no Nova Paulínia.
Sete unidades escolares, entre creches, emeis e escolas, foram prejudicadas pela chuva. Em algumas, árvores caíram sobre os prédios e em outras, houve destelhamento parcial.
Dois carros foram atingidos por árvores, sete postes de iluminação pública caíram. No João Aranha, o refletor do campo de futebol também foi derrubado. O vento também destruiu o telhado da empresa Ambev.
Houve registro de três pontos de alagamentos, quedas de muros e casas destelhadas.

Lixo
As ruas de Paulínia amanheceram nesta quarta-feira (9) tomadas pela sujeira que sobraram da tempestade que passou pela região nesta terça. A Corpus, empresa responsável pela limpeza urbana da cidade, criou uma força-tarefa e estima que tenha sido gerado cerca de 15 toneladas de lixo, incluindo, árvores, galhos, folhas, telhas e tijolos e estruturas metálicas retorcidas. As equipes ainda estão espalhadas em diversos pontos da cidade recolhendo o lixo.