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Terra Auto Viação começa a operar o transporte urbano de Paulínia neste sábado

Funcionários serão mantidos, assim como valor da passagem na catraca de R$ 1,00

Depois de 20 anos, o transporte público municipal de Paulínia passa a ser oferecido por outra empresa. Os ônibus da Auto Viação Terra substituem os da Passaredo neste sábado (11). Ela será responsável por operar o transporte urbano e rural nos próximos seis meses.

Segundo divulgação da Prefeitura de Paulínia, o novo contrato traz economia para os cofres públicos do município, pois, o valor custeado pela Administração Municipal irá cair de R$ 1,85 para R$ 1,45, mantendo o preço da passagem de R$ 1,00 ao usuário. A estimativa é que sejam economizados cerca de R$ 1,9 milhão, quando comparado ao antigo contrato.

O motivo da queda no valor do subsídio é referente a ampla divulgação que o processo emergencial teve, permitindo que mais empresas participassem do trâmite. A concorrência foi divulgada num jornal de circulação nacional, no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Semanário Oficial de Paulínia, segundo dados da Prefeitura.

A Administração acredita que mesmo tratando-se de contratação emergencial e da redução no valor do subsídio, o valor do serviço prestado terá melhora significativa. Outro ganho que a população receberá é que 25% da frota terá ar-condicionado e a idade máxima dos veículos será de oito anos, conforme proposta apresentada pela Terra Auto Viação.

Mudança
A transição entre Viação Flama e Terra Auto Viação acontece de forma tranquila, inclusive com reuniões entre secretário de Transportes, diretores da empresa e sindicato da categoria para que que mudança ocorra da melhor maneira possível, causando o menor impacto aos usuários do transporte público.
O medo da troca de empresas afeta os usuários do transporte, que estão apreensivos, como o mecânico Jamil Santos da Conceição, que preferia que a Passaredo continuasse com a concessão, não pela qualidade do serviço prestado, mas pelo medo de inconvenientes.

“A Passaredo não está boa, mas tenho medo de que a outra demore muito para se adaptar e os passageiros sofram ainda mais com demora de ônibus, superlotação… imaginem os novos motoristas não conhecerem o trajeto ou os pontos”, reflete o morador do Bom Retiro que diariamente pega o ônibus às 5h, já superlotado.
Mas o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e coordenador da sub sede de Paulínia, Izael Soares de Almeida, esclarece que os trabalhadores serão mantidos, garantindo os postos de trabalho dos cerca de 250 funcionários entre motoristas, cobradores, pessoal do operacional e manutenção.

“A categoria estava ansiosa, sem saber o que aconteceria, mas felizmente tivemos ótimas conversas com os envolvidos que entenderam a importância de manter o pessoal. Não seria justo trazer funcionários de fora, quando esses já são qualificados, sabem da rotina e têm os cursos que a legislação específica exige”, esclareceu Almeida.

A informação é de que todos os funcionários da Passaredo foram demitidos e devidamente indenizados, segundo as normas trabalhistas e admitidos pela Terra Auto Viação.

Uma conversa em qualquer ponto de ônibus de Paulínia revela o maior desejo dos usuários que é mais veículos nas linhas, principalmente em horários de pico. “Quem depende de ônibus demora uma vida para conseguir chegar ao trabalho, isso sem mencionar que estão sempre cheios e quase não tem aos domingos. Digo isso pelos outros, porque precisam, eu não, mas vejo a luta das pessoas diariamente”, protesta a aposentada Iracema Gasparini.
“Minha única preocupação é que a passagem mude de valor”, completa Bruna Gomes, moradora nova da cidade que diz não ter do reclamar do serviço.

Transição deve ser tranquila

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários tranquiliza a população ao dizer que os representantes da Viação Terra parecem bem preocupados em prestar um serviço de qualidade e estão conversando com os funcionários há semanas. “Tanto empresários e a Prefeitura, através da Secretaria de Transportes, se mostram atenciosos e preocupados em atender bem a população e os funcionários. Tudo leva a crer que os usuários ficarão bem satisfeitos com a nova empresa”, ressalta.

Caso haja algum contratempo, decorrente da adaptação natural, Almeida garante que, segundo sua experiência, não passe de duas semanas. “A atribuição do sindicato é fiscalizar o cumprimento das leis trabalhistas e dos acordos coletivos e condições de trabalho. Quanto a isso, posso garantir que está tudo dentro da lei. Aproveito para agradecer à Passaredo que sempre foi cumpridora dos acordos coletivos para sanar eventuais conflitos, sempre teve muito respeito. Externo meu reconhecimento em nome de todos. A Terra pediu humildemente apoio dos colaboradores e, no nosso entendimento, isso mostra boa vontade, o que vemos com bons olhos. Vamos acompanhar e fiscalizar de perto˜, finaliza.

O transporte escolar e universitário não tem nenhuma alteração.