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Tiguila se revolta ao ver plenarinho lotado de trabalhadores de fora da cidade

Um vídeo com o vereador Tiguila Paes (Cidadania) interrompendo, indignado, uma reunião, no plenarinho da Câmara de Paulínia está circulando pelos grupos de discussão política da cidade e no Whats App. Na sequência de imagens é possível ver que todos os bancos estão ocupados por homens. Ele entra retrucando que não pode ser impedido de entrar, porque o espaço é público. Interrompe a pessoa que está falando e pergunta quantos dali são da cidade de Paulínia e apenas dois levantam a mão.

Após a pífia manifestação ele justifica sua revolta. “O que está acontecendo aqui é uma sacanagem com o trabalhador de Paulínia. A população não está sendo aproveitada. Estou indignado com o que está acontecendo aqui, vou tentar travar isso aqui agora. É ridículo”, protesta.

O Jornal Tribuna conversou com o parlamentar para entender o contexto da situação e descrevemos a história. Segundo ele contou, ficou sabendo que o espaço, que é público, estava sendo usado por uma empresa, ligada à refinaria da Replan, para fazer uma integração entre os trabalhadores. Quando tentou entrar para conversar com os organizadores do evento teria sido impedido de entrar e daí entrou dizendo que sai presença ali não era proibida, porque qualquer pessoa pode ter acesso ao local.

“Estou cansado dessa história de as empresas não priorizarem os trabalhadores paulinenses, pior ainda é respeitar nossa Casa e as estruturas municipais dessa maneira. Realmente fiquei bravo, e com razão, porque gerar empregos para os moradores de Paulínia sempre foi uma das minhas principais bandeiras”, reforça o vereador.

“Achei muito desrespeitoso uma empresa que não contrata paulinenses e ainda quer usar o espaço municipal para trazer pessoas de fora. É inadmissível.” Tanto que o vereador agora quer criar uma lei que proíba o uso de espaços públicos cedidos para empresas que não tenham ao menos metade dos trabalhadores que morem em Paulínia. “As empresas têm mil empregados, e 95% é de fora de Paulínia e ainda querem usar as estruturas, isso tem que acabar”, analisa.

O plenarinho da Câmara pode ser cedido para eventos e reuniões de empresas ou instituições, mediante pedido protocolado e disponibilidade da agenda.