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Bonavita dá um basta à Pavan e se une a oposição

O vereador ainda apresentou números da arrecadação municipal no atual governo, R$ 2,7 bilhões até o mês de agosto e questionou: explique ao povo onde está o dinheiro! Na administração passada, o governo realizou muito mais com menos

A vereadora Siméia Zanon (PSDC) e o vereador Custódio Campos (PT) saudaram com alegria o vereador: “Bem vindo ao mundo da oposição”

A sessão na Câmara desta terça-feira, dia 11, foi marcada pelo desabafo do vereador Francisco Almeida Bonavita Barros (PTB) e pela alegria da oposição que agora ganhou um integrante com uma experiência de quatro mandatos concluídos e um em curso. Bonavita subiu à Tribuna Livre e de lá declarou: “Vou explicar alguns motivos que me levaram a dar um “basta” a essa administração que está aí”. Na sequência, Barros falou de sua atuação na Casa nesse mandato, segundo ele, apaziguando conflitos no grupo que iniciou aliado ao prefeito José Pavan Junior (PSB). “No início de 2010, eu vendo claramente que poderia haver um racha muito forte na questão política na nossa cidade envolvendo o ex-prefeito e o atual prefeito, me envolvi novamente como bombeiro, confesso que dessa vez eu não tive sucesso e saí dessa “brigada” com a convicção de que o ex-prefeito estava pronto e desarmado para não acontecer o racha, mas aconteceu por falta de vontade e compromisso do atual prefeito”.

Depois Barros acusou Pavan de deslealdade com os seus aliados da campanha que o elegeu e principalmente com seus amigos mais próximos. “O atual prefeito não sabe o que é ser leal e junto a ele está sua esposa também, a lealdade é importante em nossa vida, na nossa família, com nossos companheiros, com o grupo político e com o povo que o elegeu”. Também disse que o prefeito aproveitou a oportunidade dada pelo povo, pelos políticos aliados e principalmente pelo ex-prefeito, Edson Moura e afirmou: “Se não fosse a mão do ex-prefeito, ele jamais seria prefeito dessa cidade”.

Bonavita apontou diversas áreas que estão desamparadas pelo prefeito Pavan: saúde, habitação, segurança, educação e esporte e questionou sobre a aplicação do dinheiro arrecadado pela Prefeitura de Paulínia que até o mês de agosto deste ano somou um montante de R$ 2, 7 bilhões. O vereador esclareceu que nos últimos quatro anos do governo do prefeito Edson Moura, em 48 meses o município arrecadou R$ 2.978,173.000,00 e no atual governo a arrecadação aumentou, em apenas 32 meses os cofres públicos de Paulínia arrecadaram o valor de R$ 2.753.385,000,00 ou seja, um aumento de 39% na arrecadação. “Se é estarrecedor tudo o que estávamos falando aqui imagine agora sabendo que mês a mês, arrecadamos R$ 24 milhões a mais”, explicou ele. Segundo o vereador isso foi a gota d’água para o seu posicionamento.  “Eu não poderia em hipótese alguma compactuar com isso por que eu não me elegi cinco vezes nesse município para passar a mão na cabeça de uma administração errada, fraudulenta e irresponsável com o nosso povo”.

O vereador ainda afirmou que a resposta a esse governo acontecerá nas urnas, no dia 7 de outubro 2012. “Encerra essa sequência e no dia 1º de janeiro de 2013, com certeza esse prefeito que aí está não estará mais, e terá alguém com decência para governar a nossa cidade”, concluiu.  

O pronunciamento de Bonavita causou muitas reações nos outros vereadores, inclusive no presidente da Câmara, Marcos Roberto de Bernarde, o Marquinhos da Bola, que se sentiu motivado a falar de sua saída do PTB, partido onde ele esteve filiado até na semana passada. “A partir do momento que o Bonavita assumiu a presidência do PTB, ele tomou alguns posicionamentos diferente do que penso, eu sempre falei ao Bonavita do respeito que tenho por ele, mas continuo com a Administração (aliado ao governo Pavan)”.

A vereadora Siméia Zanon (PSDC) e o vereador Custódio Campos (PT), ao contrário de Bola, saudaram com alegria o vereador: “Bem vindo ao mundo da oposição”, disseram.

 

Concha Acústica também é tema na sessão

Outro assunto da sessão foi a intenção da Prefeitura Municipal em demolir a Concha Acústica no Parque Brasil 500 para a realização do Festival SWU. No finalzinho da sessão a vereadora Siméia recebeu um ofício sobre o pronunciamento do juiz substituto da 2º Vara de Justiça de Paulínia, Eduardo Bigolin e leu para os presentes. Segundo ela o juiz determinou que a Prefeitura de Paulínia deveria se abster de demolir a concha acústica para não ocorrer a existência de danos irreparáveis ao patrimônio Público.

O vereador Custódio criticou o governo: “Estamos assistindo a dilapidação do patrimônio público, do seu acervo arquitetônico, que tem demandado grandes somas em dinheiro e por mero capricho, por motivos fúteis, estamos vendo a tentativa dessa administração, que até então não tem feito muita coisa para pelos moradores de Paulínia, num intento insano em demolir a concha acústica construída no Parque Brasil 500”.