Início Meio Ambiente Chuva e vento forte voltam a causar transtornos em Paulínia

Chuva e vento forte voltam a causar transtornos em Paulínia

Consequências da chuva: Na Rua José Gatti, no Monte Alegre 2, um poste é sendo sustentado apenas pela fiação e ameaça cair sobre as casas
Consequências da chuva: Na Rua José Gatti, no Monte Alegre 2, um poste é sendo sustentado apenas pela fiação e ameaça cair sobre as casas

Temporal que atingiu a cidade na madrugada de segunda-feira derrubou pelo menos 10 árvores

A região central de Paulínia foi a mais afetada pelas chuvas e fortes ventos na madrugada desta segunda-feira (28). Os bairros João Aranha, Santa Terezinha e Centro, tiveram várias árvores caídas e o fornecimento de energia elétrica afetou vários regiões, desde a meia noite.
Os ventos, que chegaram a 65 km/h (segundo Estação de Meteorologia da Refinaria de Paulínia – Replan), derrubaram árvores, placas e telhas que foram arremessadas contra os fios da rede elétrica. Vários bairros ficaram sem energia. O município não registrou nenhum ponto de alagamento ou deslizamento de terra. A Estação Pluviométrica da Secretaria de Defesa Civil registrou 16,5 milímetros de chuva, no período.
Somente de queda de árvores, a Defesa Civil, em parceria com a Secretaria de Defesa e Desenvolvimento do Meio Ambiente atenderam 10 ocorrências de troncos que caíram sobre fiação em Paulínia. A maioria nos bairros João Aranha, Santa Terezinha e região Central.
Em virtude da falta de energia elétrica, a Creche “Benedito Carvalho Jr II”, de Betel, ficou sem aula, durante todo o dia. Já a Creche “Neusa Aparecida Pereira Caron”, no Jardim Planalto e a EMEI “Alcides Barbutti”, no João Aranha, ficaram sem aula pela manhã e normalizaram à tarde.

Perigo
Moradores do bairro Monte Alegre II estão preocupados com a situação de um poste de iluminação pública que ameaça cair na Rua José Gatti. De acordo com a moradora Heliandra Borges, o problema persiste desde a tempestade que passou pela cidade há quase um mês – dia 8 de setembro.
“Esse poste é de madeira e é muito antigo. Quando veio o primeiro temporal, ele balançou muito e só não caiu em cima das casas porque ficou preso pela fiação. Neste dia, a Defesa Civil veio e isolou parte da rua e mesmo nós lingando, insistindo no perigo que corríamos e pedindo para que eles viessem arrumar, só depois de 27 horas uma equipe da CPFL apareceu”, disse. Mas, ainda segundo a moradora, o conserto não resolveu o problema. “O que eles fizeram foi voltar o poste no lugar e colocar algumas estacas que serviriam de apoio para que ele não caísse e disseram que iriam marcar um outro dia para fazer a troca, mas até agora nada”.
Os moradores da rua informaram também que com o segundo temporal, que passou essa semana pela região, o poste voltou a dar problema e novamente ameaça cair em cima das casas. “O apoio que eles colocaram não resolveu. Na primeira chuva ele voltou a balançar e já está fora do lugar de novo. A gente liga na CPFL e eles dizem que vão verificar, mas ninguém aparece. Nesse momento, se passar um caminhão ou ônibus mais alto aqui na rua, vai enroscar nos fios que estão baixos e vai derrubar o poste”, alerta Heliandra.
A equipe de reportagem do Jornal Tribuna entrou em contato com a CPFL para ter uma previsão de quando o problema vai ser resolvido, mas até o fechamento desta edição, não houve resposta.