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Conta de água sobe em Paulínia e 4 cidades

 

contaReajuste de 15,24% é o segundo autorizado em cinco meses, com objetivo de repor os prejuízos que a empresa teve com a crise hídrica no Estado

Cinco cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) terão mais um aumento na tarifa de água, de 15,24%, após ter sido autorizado, em dezembro, um reajuste de 6,5% nas contas.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que na região atende as cidades de Paulínia, Hortolândia, Itatiba, Monte Mor e Morungaba, reajustou para repor as perdas causadas pela crise hídrica. O aumento foi autorizado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) na segunda-feira (4) e valerá a partir de junho.
A Arsesp havia autorizado em março 13,8% de aumento, mas a Sabesp considerou que o percentual não garantiria o equilíbrio financeiro da companhia. O índice autorizado, segundo a Arsesp, é resultado do reajuste tarifário anual de 7,1%, de ajuste adicional de 0,5% (devido à postergação na aplicação da revisão tarifária autorizada em maio de 2014, mas aplicada apenas em dezembro), do índice de 6,9% referente à revisão tarifária extraordinária pelo aumento do custo de energia elétrica e à queda no mercado decorrente da crise hídrica.
No fim de março, a Sabesp informou que precisava de um reajuste de 22,7%. A agência divulgou uma nota técnica em que propunha uma taxa de 13,87%, que contempla 6,36% de reajuste extraordinário e outros 7% decorrentes da atualização monetária pelo IPCA.
A crise fez o lucro da Sabesp cair 53% em 2014 em relação a 2013. Esse foi o percentual de recuo nos juros e dividendos pagos aos acionistas da empresa – o maior deles é o Estado de São Paulo -, que caíram para R$ 252,3 milhões.
Os investimentos da empresa também saíram prejudicados. O volume de recursos aplicados em coleta de esgoto em 2015 será de R$ 843 milhões, ante R$ 1,9 bilhão de 2014.

Alckmin diz que reajuste é correto

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse considerar “correto” o reajuste de 15,24% na tarifa de água cobrada pela Sabesp. O aumento foi aprovado pela Arsesp, mas está abaixo dos 23% pedido pela Sabesp. Segundo o presidente da companhia de abastecimento, Jerson Kelman, obras consideradas não prioritárias serão adiadas por causa do reajuste menor.
“A decisão da Arsesp foi correta. A Arsesp verificou todos os indicadores e aumento de custo, especialmente o da energia elétrica, queda de produção pela restrição hídrica, questões da chuva, e corretamente estabeleceu o valor”, afirmou Alckmin durante evento no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, na manhã de quarta-feira (6).