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Em nota, Gordura desmente prisão

O então diretor do Paço e ex-vereador Emerson Gordura foi abordado por guardas municipais sem farda quando tentava sair da Prefeitura com móvel público              
O então diretor do Paço e ex-vereador Emerson Gordura foi abordado por guardas municipais sem farda quando tentava sair da Prefeitura com móvel público

Ex-diretor do Paço Municipal, Emerson Eduardo dos Santos, o Gordura, foi acusado de furtar móvel da Prefeitura na sexta-feira (6) e prestou esclarecimento à Polícia

Uma confusão envolvendo o ex-vereador e ex-diretor do Paço Municipal, Emerson Eduardo dos Santos, o Gordura, e Guardas Municipais terminou na Delegacia de Paulínia na noite de sexta-feira (6).

De acordo com a nota enviada ao Jornal Tribuna, Gordura foi abordado quando deixava o prédio da Prefeitura com um móvel (escrivaninha) dentro de seu veículo. A abordagem foi feita por guardas municipais quando o diretor do Paço abriu o portão. Segundo a nota, os guardas estavam sem farda e invadiram a garagem.
O então diretor do Paço Municipal alegou que havia apanhado o móvel atendendo solicitação de Adriana Inácio de Oliveira, secretaria do gabinete do prefeito afastado Edson Moura Júnior, já que, com a troca de prefeitos, ela estava preocupada em não poder entrar mais ambiente de trabalho para retirar documentos pessoais que estavam trancados dentro do móvel.
A nota enviada pela assessoria de Gordura, ressalta que o delegado de polícia de Paulínia, Marco Antônio Evangelista, informou que outros documentos, não só os pessoais da funcionária, foram encontrados e que, por isso, a funcionária seria chamada para dar explicações. A nota diz ainda que o delegado teria afirmado que não houve crime ou contravenção na atitude de Emerson Gordura porque não houve danos ao patrimônio público e nem furto, já que o mesmo ainda era funcionário da administração e tinha total acesso ao Paço naquela ocasião.
“Gordura prestou esclarecimentos e foi liberado pelo fato de não ser configurado crime, em nenhum momento foi preso como foi colocado nas redes sociais”, diz a nota.
Ainda no texto, Emerson Gordura se defendeu da acusação e declarou que estava apenas cumprindo sua função.  Ele afirma que “o povo conhece a minha história de honestidade e trabalho sério por Paulínia” e que “houve uma arbitrariedade enquanto eu tentava sair do Paço Municipal, no uso das minhas atribuições, para levar um simples gaveteiro/escrivaninha, de arquivo pessoal a pedido da secretária do prefeito, Adriana Inácio de Oliveira, com seus pertences para que a mesma pudesse retirá-los e após devolvê-lo. Quando abri o portão privativo fui abordado e hostilizado por vários guardas municipais sem farda que invadiram a garagem sem autorização”. Ele citou que um desses guardas era o Edson, conhecido por Formiga, que teria dito na ocasião que estava lá “em nome do meu prefeito”.
Segundo então diretor do Paço, os guardas “estavam fortemente armados” e teriam agido com abuso de poder “com armas em punho em direção ao meu carro”. Ainda de acordo com ele, após abordagem os guardas chamaram uma viatura da corporação. “Como eu não tinha a chave do gaveteiro, me foi solicitado para que, conduzindo o meu próprio carro, eu fosse até à Delegacia de Polícia, apenas para abertura e averiguação do conteúdo do gaveteiro”.
O ex-vereador finalizou afirmando que vai representar contra os guardas junto ao Ministério Público, Comissão de Direitos Humanos da OAB, Corregedoria da Guarda Municipal e Delegacia local, para que seja devidamente apurada a questão que ele considerou “uma covardia”.