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Em vídeo, Dixon diz que reduziu custos com o lixo, mas não revela cortes nos serviços

Dixon ainda desafiou os internautas a sair das redes sociais e ir denúncia-lo à justiça

Prefeito de Paulínia afirma que atualmente Filadélfia recebe metade do valor que antes era pago à Corpus. Dados das empresas mostram que não houve economia, e sim cortes e reduções nos serviços

Na tarde de sexta-feira (16), o prefeito Dixon Carvalho (PP) compartilhou um vídeo de pronunciamento em suas redes sociais. Esta foi a primeira vez, desde que assumiu o cargo, em que o prefeito se comunica diretamente com a população de Paulínia.
Ele fez um breve resumo de seus quase seis meses de governo e reafirmou alguns compromissos que havia prometido durante a campanha eleitoral de 2016, como entrega do Hospital Municipal, construção da nova ponte sobre o Rio Atibaia e a construção de três novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Porém, não revelou dados mais consistentes ou datas para a realização de seus projetos.
Um dos tópicos que chamou atenção dos internautas foi a questão do lixo, setor que gera polêmica na cidade desde o mês de fevereiro.
O prefeito disse que reduziu o custo em mais de 50% do valor que era gasto antes. Porém, dados comparativos entre os serviços que a Corpus prestava com os atuais oferecidos pela Filadélfia apontam uma redução e até corte de alguns serviços essenciais para a limpeza urbana.
Enquanto a Corpus oferecia 100% dos serviços de varrição, coleta especial, desobstrução de galerias, poda e retirada de árvores, reposição de calçamento, irrigação, reflorestamento, poda de gramado e roçagem, paisagismo e raspagem capina e pintura, com a Filadélfia, o município deixou de contar com poda e retirada de árvores, reposição de calçamento, reflorestamento e paisagismo.
O comparativo também aponta que o índice de varrição foi reduzido em 44%. Poda de gramado e roçagem foi reduzido em 75%, além de possuir 42% a menos de funcionários comparada à Corpus: 508 (já incluindo os 113 que estão no Hospital). A Corpus possuía 882.

Recado
Ao final, o prefeito de Paulínia desafiou os internautas. “Eu não tenho medo de nada, porque eu não faço nada errado. Se você tem alguma coisa, em vez de você ficar na rede social falando, vá até a Promotoria, que eu não tenho medo. Vá lá, denuncie que eu vou provar minha inocência. Então, esse é o recado que eu tenho para essas pessoas que querem denegrir a imagem. Essas pessoas que querem cargo na prefeitura e que isso aqui não será mais cabide de emprego, então, essa é a resposta que eu tenho a vocês”.

Na Câmara, Kiko e Tiguila contestam pronunciamento

Os vereadores Kiko Meschiatti (PRB) e Tiguila Paes (PPS) criticaram diversas atitudes do atual governo de Paulínia. Na visão do edis, falta gestão e planejamento para que a cidade torne a entrar nos trilhos.
Kiko contestou a promessa da construção da ponte. “Ele não está dando conta de fazer nem os projetos que existem na nossa cidade. Não dá conta nem de fazer a cidade andar e vem falar de projeto novo. Disse que em seis meses vai fazer a ponte. Temos a Rhodia, uma das empresas mais antigas de Paulínia, arrecada R$ 6 ou R$ 7 milhões por ano em impostos para o município, gera quase 2 mil empregos e a prefeitura não dá conta de resolver um problema burocrático para fazer a reforma daquela ponte”, disse.
O vereador também questionou sobre a ‘economia’ no contrato do lixo. “Nós sabemos que quem colocou a Filadélfia aqui em Paulínia foi a Justiça. Fez ele engolir ‘goela a baixo’, porque ele queria uma outra empresa. Agora vem falar que a outra empresa é que era superfaturada. Ele não sabe nem o que ele fala, faz política contra ele mesmo”, disse.