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Famílias de Paulínia se juntam ao MST e ocupam área em Americana

Moradores da cidade que esperam por uma das 6.000 casas próprias prometidas pela atual administração ocupam área

Sem casas para morar em Paulínia, alguns moradores decidiram se juntar o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem- Terra).
Um dos grandes problemas encontrados pela população de Paulínia na atual administração, é a falta do cumprimento das promessas de Campanha, feitas pelo Sr. Prefeito durante as “Eleições 2008”, principalmente na área da Habitação, pois o mesmo prometeu entregar até o final de seu Mandato, 6.135 moradias. Fato que não começou a ser cumprido até agora, tanto que nem as casas que começaram a ser construídas durante o Governo de Edson Moura (PMDB), na região do Marieta Dian, ainda não foram concluídas.

E diante deste descaso em solucionar tal problema, algumas famílias de Paulínia, entre elas, algumas que ocupavam a área da Granja Coavi, e que receberam a promessa de ganhar sua casa própria, fazem parte do total de 400 famílias (as outras são de Campinas e de Americana), que ocuparam uma área estimada em 75 mil metros quadrados, na região do Sobrado Velho, nas proximidades do Assentamento Milton Santos, em Americana, que fica entre Cosmópolis e Paulínia.

A ocupação da área ocorreu por volta das 4h da manhã do último sábado. Embora o local invadido esteja em meio à plantação de cana-de-açúcar da Usina Ester, as lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), responsável pela ocupação, afirmaram que o terreno não pertence de fato à companhia.

Segundo os integrantes do Movimento, foi realizado um levantamento e nele se descobriu, por meio da PGE (Procuradoria Regional do Estado), que o terreno poderia estar sendo utilizado de maneira irregular pelos usineiros. As terras pertenceriam, na realidade, ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

No terreno foi montada uma estrutura com fornecimento de água, comida e até de fornecimento de energia elétrica para os trabalhadores do MST. Representantes da Usina Ester registraram boletim de ocorrência no qual informaram que o terreno já fora invadido quatro vezes. Em todas as ações, houve a reintegração de posse.

A Polícia Militar apenas acompanhou a ação das famílias. Não houve confronto e o próximo passo do movimento é pressionar o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a reconhecer que a área pertence à União.

Desde 2002, o MST ocupa e denuncia o uso indevido da terra pela Usina Ester, área essa que é do INSS. Na última ocupação, feita na mesma área, as famílias sofreram um despejo violento.

Enquanto o atual Governo municipal fica doando terras públicas para empresas e também para algumas associações particulares, os moradores ficam a mercê do abandono e do descaso.