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Fim da greve: ônibus da Passaredo voltam a circular

Ônibus voltaram a circular no final da tarde desta sexta-feira, 11
Ônibus voltaram a circular no final da tarde desta sexta-feira, 11

Paralisação, que se prolongou por três dias, afetou cerca de 30 mil usuários. Transporte escolar, que também aderiu à greve, também volta à normalidade

Funcionários da concessionária do transporte urbano público municipal em Paulínia, a Passaredo, da Sancetur e da LLC, que operam parte do transporte escolar, anunciaram o fim da greve na tarde desta sexta-feira (11). A paralisação, que teve início na quarta-feira (9) havia sido motivada pela falta de pagamento do vale-refeição desde o dia 30 de outubro e de salários deste mês.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Rodoviários em Paulínia, Braz Ferreira Barbosa, os trabalhadores ficaram de braços cruzados por três dias. A condição era que os valores fossem depositados em sua totalidade ou que um acordo fosse feito de maneira benéfica aos funcionários. “Ninguém trabalha sem receber. A paralisação foi uma maneira de protestar contra os atrasos no pagamento”, disse.
Essa é a terceira vez que motoristas e cobradores de ônibus da Passaredo e da Sancetur fazem greve neste ano. A primeira foi em julho passado e durou seis dias. No início de setembro, os trabalhadores voltaram a promover greves durante duas horas também por falta de pagamento de salários.
A paralisação afetou cerca de 30 mil usuários. Segundo nota da Prefeitura de Paulínia, o transporte escolar já havia voltado a atender a população, apenas a LLC, que opera parte desta categoria, ainda persistia na paralisação.
“Precisa haver outra maneira de protestar. Nós, que não temos nada a ver com isso, é que somos os maiores prejudicados. É complicado isso”, disse a auxiliar de serviços gerais Fatima Alves de Aquino, que utiliza o transporte coletivo todos os dias para trabalhar.
A estudante Samantha de Oliveira Cruz, ficou aliviada com a notícia sobre o fim da greve. “Ainda bem. É muito ruim você ir ao ponto de ônibus sem saber se ele vai passar ou não ou ficar dependendo de carona”.
Para o cozinheiro Luiz Maciel, a paralisação foi justa. “Precisa analisar o lado dos funcionários também. Trabalhar e não ter o salário em dia não é justo. Esta é a única maneira que eles têm para exigir o direito deles”, finalizou.