
Movimento popular colheu assinaturas durante a semana em diversos pontos da cidade
Um grupo de eleitores de Edson Moura Júnior (PMDB) se organizou durante esta semana para colher assinaturas contra a anulação dos 20.395 mil votos (41,1% do total) que o então candidato a prefeito recebeu durante as Eleições 2012. De acordo com a coordenadora do Movimento, Aristéia Aparecida Rodrigues, os documentos serão anexados no processo de defesa do ex-candidato e protocolados na Justiça Eleitoral de Paulínia e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde acontecerá o ultimo julgamento sobre a impugnação da candidatura de Moura Júnior.
Durante toda a semana, representantes do grupo se fixaram em diversos pontos da cidade e outros se dividiam entre os bairros para colher as assinaturas. “A população foi bem receptiva e até quem não era eleitor de Edson Moura Junior nos apoiou”, disse a coordenadora.
Foi o caso da doméstica Ana Amélia Rodrigues Siqueira, que foi abordada por um dos integrantes do grupo. “Infelizmente não posso assinar porque não votei nele, mas até me arrependi. O outro brigou tanto para continuar na Prefeitura, mas continuar pra que se ele não está fazendo nada, nem Carnaval vai ter”, ressaltou.
Só nos quatro primeiros dias de ação, a declaração que pede nome, RG, zona e seção eleitoral e afirma em seu texto que “democraticamente exerci meu dever de cidadão (sob pena de pagamento de multa) e votei consciente no candidato Edson Moura Junior, por estar de acordo com os projetos por ele apresentado. Portanto, não concordo com a anulação do meu voto e peço a validação do mesmo”, já havia sido assinada por mais de 3 mil pessoas.
O Movimento Popular esteve nos bairros Jardim Amélia, na feira e em pontos fixos do São José, no Centro da cidade (Praça dos Bombeiros) e em frente ao Cartório Eleitoral.
Servidores coagidos
A coordenadora do Movimento disse que durante a semana da manifestação alguns eleitores se queixaram e disseram estar com medo de represálias por parte da Prefeitura Municipal, já que são beneficiados pelo Programa de Ação Social. “Eles estão com medo de perder o direito da cesta básica, da bolsa amamentação, mas isso não vai acontecer porque se eles recebem, é porque estão dentro dos critérios necessários”, disse Aristéia.
Outros representantes do grupo também disseram estar com medo de alguma atitude negativa vinda da Prefeitura. “Eu sou concursada, tenho estabilidade, mas o prefeito pode me mudar de área na tentativa de me prejudicar. Já saíram boatos de que ele não vai ficar quieto, que ele vai saber o nome das pessoas que assinaram e vai fazer alguma coisa”, disse uma participante do grupo.
Outro eleitor que acompanha as atividades do Movimento Popular afirmou ter visto pessoas estranhas tirando fotos. “Em todo lugar que estamos tem alguém estranho, que não é do grupo, tirando foto ou filmando nossa movimentação. Isso é uma forma de intimidação, mas vamos continuar na nossa luta, pelo menos eu, sem medo”, garante o eleitor.







