Início Paulínia Homem é preso acusado de estuprar filhas menores de idade

Homem é preso acusado de estuprar filhas menores de idade

Exames apontaram que houve rompimento do hímen da menina de 10 anos.

A Polícia Civil de Paulínia prendeu na sexta-feira,4, um homem de 56 anos suspeito de estuprar as três filhas há pelo menos um ano. A equipe chegou até o pai após denúncia. De acordo com o delegado Rodrigo Galazzo, as vítimas, de 10, 11 e 12 anos, confirmaram os abusos.
Segundo a Polícia Civil, exames apontaram que houve rompimento do hímen da menina de 10 anos.
O suspeito está preso temporariamente por estupro de vulnerável na cadeia anexa ao 2º DP de Campinas e sua prisão preventiva deve ser pedida ao final de 30 dias.

Bilhete
“Eu sofro abuso do meu pai”, escreveu a filha de 10 anos no bilhete entregue a uma amiga de escola e que foi levado à Polícia Civil pela motorista da van escolar da vítima.
Com apoio do Conselho Tutelar, a polícia buscou as garotas nas escolas para colher depoimentos. Com as informações e o laudo médico, foi feito o pedido de prisão temporária do vigilante.

Índice de estupros em Paulínia é alto

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), o índice de estupro no município supera as dez maiores cidades da região de Campinas no primeiro trimestre de 2018.

Com 102 mil habitantes, Paulínia teve 13 casos de estupro nos primeiros três meses do ano, 8 deles envolvendo crianças e adolescentes.

Quase 11 vezes maior que Paulínia, Campinas (SP), de 1,1 milhão de habitantes, registrou 88 casos no trimestre, 7,44 para cada grupo de 100 mil habitantes. Com relação ao estupro de vulnerável, foram 48 registros, 4,06 em 100 mil.

Para o delegado Rodrigo Galazzo, o elevado número de casos em Paulínia está relacionado com a exposição de casos e o trabalho da Polícia Civil.

“O estupro é uma doença sexual e, infelizmente, sempre aconteceu. Na verdade, as vítimas estão mais seguras para denunciar ao ver que criminosos estão sendo presos por isso.”

O delegado fez um alerta para a importância da denúncia em casos como esses. “Quero que as vítimas continuem vindo, independente de quantos casos forem, que continuem acreditando no trabalho da Polícia Civil. Vamos dar um alento a essas vítimas”, defende Galazzo.