Início Paulínia II Seminário do Projeto “Fábrica de Florestas” discute motivos da crise hídrica

II Seminário do Projeto “Fábrica de Florestas” discute motivos da crise hídrica

Durante o evento, a Braskem e a Afipol mostraram os benefícios das embalagens para o mercado de grãos
Durante o evento, a Braskem e a Afipol mostraram os benefícios das embalagens para o mercado de grãos
“Estamos passando por uma situação grave de falta de água e a educação é um dos caminhos para avançarmos”, relatou o secretário de Meio Ambiente de Paulínia Jorge Israel
“Estamos passando por uma situação grave de falta de água e a educação é um dos caminhos para avançarmos”, relatou o secretário de Meio Ambiente de Paulínia Jorge Israel

Falta de água é associada ao desmatamento de florestas. Evento abordou a conservação ambiental e a sustentabilidade hídrica

A crise hídrica que tem deixado diversas cidades do Estado de São Paulo sem água foi relacionada com o desmatamento no II Seminário do Projeto Fábrica de Florestas, realizado na Sala de Imprensa Carlos Tontoli, no paço, quinta-feira (30). O evento é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Paulínia e a Braskem. Aproximadamente duzentas pessoas participaram do seminário.

O diretor executivo do Instituto Fábrica de Florestas, Álvaro Oyama, destacou que se no passado existissem políticas públicas efetivas para evitar o desmatamento de florestas, assoreamento e poluição de rios e consequentemente eliminação de parte da fauna, o Estado de São Paulo não estaria passando pela maior crise hídrica de sua história. “A preocupação com a falta de água deveria ter ocorrido antes. Agora, estamos pagando o preço por não termos agido de forma correta no passado. É preciso agir rápido para que evitemos outras crises ambientais”, afirmou.
Oyama ainda destacou que é necessário também mudar a cultura de parte dos gestores públicos e da sociedade de “agir e ficar preocupado somente depois que um problema ambiental começa afetar a vida das pessoas”.
O promotor e integrante do Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente) de Campinas Rodrigo Sanches Garcia relatou que o MP (Ministério Público) tem mudado de postura. “Antes, o MP agia para punir, depois que a irregularidade havia ocorrido. Agora, estamos atuando também na prevenção ambiental”, disse.
O secretário de Meio Ambiente de Paulínia, Jorge Israel, o Tuta, disse que o prefeito Edson Moura Júnior tem como uma de suas prioridades a agenda da sustentabilidade. “Conseguimos realizar esse tipo de evento porque contamos com o apoio de nosso chefe do executivo. Estamos passando por uma situação grave de falta de água e a educação é um dos caminhos para avançarmos”, relatou.
O vice-prefeito de Paulínia, Francisco Almeida Bonavita Barros, destacou que o meio ambiente deve ser prioridade em qualquer governo. “Temos constante preocupação com o meio ambiente. A nossa vida depende disso”, disse.
Durante o evento questões relacionadas ao Código Ambiental também foram abordadas. Os presentes foram orientados a assumir posturas políticas e de cidadania em prol do meio ambiente. Uma das orientações passadas aos presentes foi reduzir o tempo do banho para três minutos e sempre economizar água. Os presentes também foram incentivados a cobrar dos gestores públicos a realização de políticas públicas ambientais permanentes.
Professores de instituições importantes de ensino proferiram palestras que abordaram questões referentes a temas relevantes, como o plantio de árvores em áreas urbanas e os problemas causados pela agropecuária que não leva em conta a sustentabilidade.