Início Paulínia Já começou a 2ª etapa de vacinação contra o HPV

Já começou a 2ª etapa de vacinação contra o HPV

A primeira dose da vacina também está disponível para as meninas de 9 à 11 anos que ainda não tomaram
A primeira dose da vacina também está disponível para as meninas de 9 à 11 anos que ainda não tomaram

Meninas entre 9 e 11 anos que já receberam a primeira dose da vacina devem procurar o posto de vacinação mais próximo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo iniciou nesta semana a aplicação da segunda dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), vírus que pode causar câncer de colo do útero. As doses estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Paulínia.
A cobertura da vacinação contra o HPV na primeira fase atingiu 58% do público-alvo e foi uma das maiores do Brasil. A primeira dose da vacina também continua disponível em postos de saúde e as crianças que ainda não tomaram a primeira dose podem ser vacinadas.
Para as meninas entre 9 e 11 anos e para o público feminino indígena com idades entre 9 e 13 anos, o esquema vacinal compreende de duas doses aplicadas num intervalo de seis meses (segunda) e de 60 meses (terceira) com relação à primeira tomada.
Já as garotas e mulheres portadoras do vírus HIV, com idade entre 9 e 26 anos, devem tomar duas doses num intervalo de dois meses e de seis meses em relação à primeira aplicação.
“O papilomavírus humano é um vírus capaz de causar lesões de pele e mucosas e, quando não tratado corretamente pode evoluir para casos de câncer de útero. Já a eficácia da vacina a ser aplicada é superior a 95%. Ao alcançar uma elevada cobertura vacinal entre a população-alvo, observaremos, consequentemente, uma maior proteção contra a incidência do câncer de colo de útero”, afirma a médica Helena Sato.
A vacina contra a HPV disponibilizada na campanha é fruto de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório farmacêutico MSD. A instituição iniciou em 2014 a primeira etapa de um processo de transferência de tecnologia que irá permitir, nos próximos anos, a autossuficiência brasileira na produção da vacina, com grande economia para os cofres públicos.