Início Paulínia Laudo confirma: professora de Paulínia que morreu tinha Febre Amarela

Laudo confirma: professora de Paulínia que morreu tinha Febre Amarela

Somente as pessoas que tem viagem marcada para as regiões com registro da doença é que terão disponibilização da vacina na Unidade Básica de Saúde Central e na do São José

Ela e mais 10 pessoas viajaram para a cidade de Delfinópolis/MG no início do mês, onde teria sido infectada pela doença. No caso da sobrinha dela, que também ficou internada com os mesmos sintomas, a doença foi descartada

Na tarde desta sexta-feira (27), a Prefeitura de Paulínia recebeu a notificação que confirmou que a professora da rede municipal, Joversi do Prado Santos Guardia, de 47 anos, morreu mesmo em decorrência de Febre Amarela.
Uma sobrinha dela de 32 anos e também professora da rede, também apresentou os sintomas. Ela chegou a ficar internada no Centro Médico de Campinas, mas já recebeu alta. No caso da sobrinha da professora, o resultado deu negativo.
Joversi, a sobrinha e mais um grupo de familiares, totalizando 11 pessoas, estiveram em Delfinópolis (MG) entre os dias 4 e 11 deste mês. A professora de Paulínia sentiu os primeiros sintomas da doença ainda na cidade mineira, no dia 10, e retornou a Paulínia no dia seguinte. Ela deu entrada no Centro Médico com quadro de febre e vômitos, mas logo foi encaminhada à UTI por conta de hemorragias e insuficiência renal.
O quadro de Joversi se agravou com o comprometimento do fígado e a professora foi transferida para o HC da Unicamp. Ela chegou a entrar na fila por um transplante do órgão, mas o quadro evoluiu rapidamente para a morte.
Delfinópolis
Até o momento da viagem, Delfinópolis não apresentava nenhum caso da doença. Por isso, não haveria impedimento em viajar para o município, já que a família frequentava a região há mais de dez anos.
O primeiro caso de vítima da febre amarela na cidade mineira só foi divulgado após o período em que as paulinenses ficaram internadas. Sobre isso, a sobrinha de Joversi fez um relato em sua página pessoal no Facebook.
“Gostaria de esclarecer aos meios de comunicação que quando viajamos (04/01) não havia notificações por meio da imprensa de surto de nenhuma doença na Região de Delfinópolis e que a área Sul de Minas Gerais NÃO era endêmica. Viajamos para a região há mais de 5 anos, minha tia há mais de 10 anos. O primeiro caso de febre amarela em Delfinópolis nos foi confirmado essa semana pela Secretaria do Município (de Delfinópolis), qdo já apresentamos os sintomas e já hospitalizadas!”, disse no post.
O caso de Delfinópolis foi confirmado somente na manhã de quarta-feira (25). Trata-se de um morador de 52 anos, que possuía uma propriedade na área rural da cidade, e morreu no último dia 27 de dezembro em um hospital de Franca, para onde foi transferido.
Os dois casos são tratados como “doença importada” pela Vigilância Epidemiológica de Paulínia por que, em tese, as duas funcionárias públicas foram infectadas fora do município.
No boletim da Secretaria de Saúde de Minas Gerais de terça-feira (24), subiu para 38 o número de mortes por febre amarela no estado.

Vacina
A Secretaria de Saúde de Paulínia informou que não há motivo para preocupação já que a doença não circula em ambiente urbano, apenas em regiões rurais e de mata. Dessa forma, não há necessidade de a população ser vacinada.
A Prefeitura informou que, mesmo antes da confirmação, todas as medidas protocolares preventivas já haviam sido tomadas. Desde a última quarta-feira, a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) está realizando procedimento de nebulização na região do bairro Patropi (onde residia a professora) para combater os mosquitos transmissores de doenças como Febre Amarela, Dengue, Zika e Chikungunya.
Somente as pessoas que tem viagem marcada para as regiões com registro da doença é que terão disponibilização da vacina na Unidade Básica de Saúde Central e na do São José, mas a Secretaria alerta que a imunização deve ser feita com pelo menos dez dias de antecedência da viagem para fazer efeito no organismo.